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26 set 2004 - 23h32

2001 x 2004

A esta altura do campeonato é inevitável para o torcedor atleticano a comparação deste time de Levir Culpi com aquele de Geninho. E todos os torcedores que vão hoje ao estádio (ou pelo menos 99% destes) acompanharam a trajetória daquela equipe formada por Alex Mineiro e cia, pois o passado está tão próximo que ainda ecoam na memória os gols do artilheiro dos jogos decisivos. Hoje, enquanto este mesmo Alex faz gols em outro Atlético, o furacão volta com força total no campeonato nacional, no rastro de outros furacões que passaram ao norte do hemisfério.

A diferença técnica deste time do Atlético em relação aos seus principais adversário é visível. E é expressa em números. Apenas o Santos consegue acompanhar a caminhada a passos largos do time curitibano rumo ao caneco que se encontra esperando por seu dono em dezembro de 2004. As demais estão bem abaixo na tabela. Curiosamente, o São Caetano, vice-campeão de 2001 é o time que está mais próximo.

Assim, fica fácil escorregarmos na imaginação e comparamos as equipes. O tipo de campeonato é diferente, mas assim como em 2001, o Atlético ocupa a segunda colocação, podendo ser campeão. Naquela época, terminada a primeira fase com jogos só de ida, o time comandado por Mario Sérgio e depois Geninho, terminou na segunda colocação e superou o São Paulo, Fluminense e por fim o São Caetano (desta feita em 02 jogos). Este time atual também começou com o mesmo Mário Sérgio e agora encontra-se sob o comando técnico de Levir Culpi e está na segunda colocação. Se aquele time quebrou recordes, este está quebrando os recordes quebrados por aquele. A começar pela longa série invicta: já são 14 jogos sem perder.

E se aquele time goleava na arena (4 x 0 Flamengo, 5 x 1 Santa Cruz, 6 x 3 Bahia, 4 x 2 Vitória e 4 x 2 São Caetano) e fora de casa (5 x 1 na Ponte Preta), este arrasa inclusive na casa dos adversários. Foram 06 jogos de arrepiar (5 x 0 Corinthians, 4 x 1 Juventude, 6 x 0 Goias, 4 x 1 Fluminense, 4 x 0 Ponte Preta e 4 x 2 Cruzeiro). E se as coincidëncias não são por acaso, poderá ser um presárgio golear a macaca de Campinas ou mesmo vencer o Cruzeiro no mineirão. E se aquele time só perdeu um jogo na arena (contra o Fluminense), este só deixou a torcida frustada em 02 ocasiões (Figueirense e Vitória) no Joaquim Américo (todas as vezes no começo da competição). Todas as vezes sob o comando de Mário Sérgio. Depois que o time se acertou com os técnicos que sucederam o professor, o furacão não perdeu mais em seus domínios.

Em temos de goleiro, Diego é sensacional, mas Flávio viveu uma grande fase naquele ano e dava uma segurança a toda equipe. Assim, em termos de arqueiro, arrisco dizer que Diego é um pouco melhor que Flávio, mas tão somente pelas defesas espetaculares que o goleiro deste ano fez. A zaga se equivale. Até porque permanecem nela o inconstante Rogério Correia e o regular Igor. A diferença são Marinho e Gustavo. Mas se um transmite mais segurança, o outro era mais decisivo com gols importantes. Na ala direita, Alessandro era mais jogador que Pingo. E não por acaso o atual lateral do Atlético-MG foi convocado para a seleção de Leão. Já na esquerda, apesar de Ivan ser um ótimo apoiador, Fabiano era preciso. Assim a equipe de 2001 passa na frente em termos de comparação até aqui. Cocito era mais raça que Fabiano e Kleberson mais tecnico que Alan Bahia ou mesmo Fernandinho. E se Adriano ou Souza eram craques, Jadson é criativo. Mas apenas um garoto. O ataque das duas equipes se equivalem, com uma pequena vantagem para equipe atual. Se Kleber e Alex Mineiro eram goleadores (e este ultimo decisivo), Dagoberto e Washington são goleadores e craques.

Interessante observar que o Atlético poderá conquista o bi-campeonato com 03 rodadas de antecedencia (se o Santos e os demais adversários tropeçarem no caminho) e seria justamente contra o São Caetano, na Arena, no dia 05/12. Muita coincidencia? Talvez. Mas seria muito bem vinda.

Assim, podemos concluir que as equipes se equivalem e merecem a conquista. A de 2001 já tem guardada na sala de trofeus o título nacional. A de 2004 tem tudo para repetí-lo e só assim, poder ser equiparada ao esquadrão de 03 anos atrás. Por enquanto fica a torcida e a esperança de que as coincidencias levem ao mesmo caminho: CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL.



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