25 out 2004 - 13h54

Análise do jogo Palmeiras 3 x 1 Atlético

O colunista do site Furacao.com, Rogério Andrade, escreve sobre a partida de sábado entre Palmeiras e Atlético.

Assim não dá
por Rogério Andrade

O Atlético já não é o mesmo, não há o que se contestar. Os poucos momentos de vibração do time, empurrado pela entusiasmada torcida aconchegada em um pedaço quase para fora do Parque Antarctica, foram apenas impressões de que o Atlético traria três pontos de São Paulo. Pena que foram só impressões. A empolgação inicial de Denis Marques se apagou no segundo tempo e Washington simplesmente não jogou. Aliás, não entendo suas reclamações, pois com a bola nos pés, nada fez de produtivo. Washington precisa acreditar mais em si mesmo, como sempre o fez, caso contrário, esperando bola no pé para fazer gols e errando muitos passes, ficará complicado. E por falar em errar passes, Jadson está ficando especialista nisso, pelo menos foi o que nos mostrou no péssimo estádio do Palmeiras.

O Furacão, apesar da pressão inicial dos verdes, foi melhor, dominou parcialmente o primeiro tempo, atacou como deveria atacar, explorou Ronildo pela esquerda, pois era time de uma ala só (não preciso dizer que William estava na direita). Dênis fez um golaço, Marinho estava dando segurança à zaga e nós estávamos felizes da vida, pulando e cantando naquilo que chamam de estádio, onde se tem uma melhor vista para a piscina do que para o gramado.

Não demorou muito e o Palmeiras voltou a pressionar, empatando o jogo, placar que seria mais justo no primeiro tempo, que só não aconteceu por uma bela jogada individual de Lúcio pela esquerda, sem chances para Diego, que nada pôde fazer e saiu claramente abatido de campo. Nem aos gritos da fervorosa torcida rubro-negra Diego respondeu em seu retorno a campo para a etapa final. Naquele momento pude sentir vibrações negativas e percebi que o Atlético estava perdendo o pique. O clima já era outro.

Graças ao professor Levir Culpi, homem inteligente e sempre sensato, o Furacão voltou para a segunda etapa pronto, prontíssimo. Pronto para perder o jogo. Logo de cara sacou Alan Bahia e colocou Raulen, depois tirou Fabiano e colocou Pingo. Já na metade da etapa final, Igor entrou no lugar de Ronildo, que na minha opinião, jogou um futebol razoável. E acreditem: William continuava em campo! Começou na ala direita, passou pelo meio campo e terminou como zagueiro, deixando os torcedores atleticanos sem entender e revoltados com os vacilos de Levir. William é uma “ferida” que não consegue acertar um passe de três metros. Incrível!

O Atlético poderia perder sim, não se ganha todas, mas não poderia perder deste jeito. Eu aceitaria a derrota se jogasse contra uma equipe melhor, em condições difíceis, mas não foi o que vimos no Palestra Itália. A arbitragem também não interferiu em nada. O Palmeiras é fraco, time limitado que joga em função de Pedrinho e da velocidade dos seus alas. A torcida verde só conseguiu cantar a vitória após o terceiro gol, até então ninguém acreditava em vitória.

Gente, o Atlético precisa jogar mais, jogar com vontade, como estava sendo. Não podemos ficar lamentando a ausência de Dagoberto e nem comemorando a combinação de resultados, colocando em risco a liderança. Será que precisamos perder a liderança para ir em busca novamente da ponta? E teremos força e competência para isto? Onde foi parar “aquele” Atlético verdadeiro, aquele verdadeiro líder que estava em busca do bicampeonato? Alguma providência deve ser tomada, e com urgência, pois poderemos colocar tudo a perder a partir de amanhã em Goiânia. Para mim, a liderança está com um sabor azedo, e só uma vitória contra o Goiás poderá me fazer ter esperanças novamente.

Creio que uma boa dose de motivação será mostrar um vídeo do jogo contra o Palmeiras só com os lances do Marcão. Na zaga ou na ala esquerda, Marcão foi um verdadeiro guerreiro, comandou o time com maestria e ousadia. Quem sabe esteja em Marcão a inspiração para que os demais jogadores voltem a jogar o que precisam, com raça e com vontade.

Força Atlético, ainda dá tempo!

Rogério Andrade é colunista da Furacao.com. Clique aqui para ler outros textos de sua autoria.

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