12 dez 2004 - 10h46

Emanuel torce pelo título

O DIA – Se a campanha feita por Emanuel entre os seus amigos deu mesmo resultado, o Atlético-PR contará com alguns torcedores de última hora na briga pelo bicampeonato brasileiro. Torcedor ilustre do Furacão, o campeão olímpico do vôlei de praia não perde tempo e, sempre que pode, tenta transformar o Atlético-PR numa espécie de segundo time para os seus companheiros. “Em Curitiba, no meu grupo de amigos, apenas eu e mais três torcemos para o Atlético-PR. Mas no vôlei já consegui alguns simpatizantes. Sempre peço para eles torcerem para o nosso time”, brinca.

Para Emanuel, o grito de bicampeão brasileiro é apenas questão de tempo. O Furacão pode até faturar o título hoje, desde que vença o Vasco, em São Januário, e o Santos não ganhe do São Caetano, em São Caetano do Sul. Mas a tática do jogador é não torcer contra o principal rival. “Temos uma grande oportunidade, mas o Vasco não vai dar moleza. Se jogarmos como na partida contra o São Caetano, temos chance. Só não podemos torcer contra o Santos. O Atlético-PR só depende dele”, ensina.

Apesar de ter gostado da atuação do time na vitória de 5 a 2 contra o São Caetano, Emanuel conta ter sofrido bastante no domingo, diante da TV num hotel em Vila Velha (ES), onde jogava uma etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. “O São Caetano saiu na frente e foi um sofrimento. Mas quando viramos o jogo, dei até uns pulinhos no hotel”, recorda.


Emanuel se orgulha da camisa (foto: Furacao.com)

Orgulhoso, ele exibe uma camisa do Atlético-PR com o seu nome nas costas, que ganhou de presente no dia 2 de outubro, quando foi homenageado na Arena da Baixada pelo ouro em Atenas. Nesse dia, Emanuel mostrou ser pé-quente e assistiu à goleada do Furacão sobre o Atlético-MG por 5 a 0. No fim do jogo, ele foi ao vestiário cumprimentar o artilheiro Washington e o técnico Levir Culpi.

De sua época de garoto, o campeão olímpico, de 31 anos, guarda boas histórias. “No início, ia ao jogo só para comer pipoca e tomar sorvete. Meu pai nem me levava aos jogos importantes. A partir de 82, comecei a torcer para valer”. Em 83, Emanuel chegou até a adotar o Fluminense como o seu segundo time, só porque o casal 20 – Washington e Assis – se transferiu do Atlético-PR para as Laranjeiras. “A partir dali, o Fluminense passou a ser o meu time no Rio”, diz.

Entre os jogos marcantes, o craque não esquece o dia em que invadiu o gramado junto com a torcida para festejar o título paranaense de 1985. “Ganhamos do Londrina por 3 a 0. Eu larguei a mão do meu pai e corri para o campo para pegar um pedaço da rede do gol. Era bem pequeno, mas consegui porque encontrei um pedaço caído no gramado. Felizmente, deu tudo certo e voltei para casa com o meu souvenir”.

Fonte: O Dia



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