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12 jan 2005 - 22h56

Ousadia

Já faz algum tempo que escuto a palavra “ousadia” quando o assunto é contratações envolvendo o Furacão. Ousadia é a palavra chave, só que no sentido inverso ao que gostaria de ouvir. No Furacão, ousadia significa investir em nomes desconhecidos esperando que um milagre aconteça; enfim, ousadia é apostar o futuro.

E ela vem acompanhada de outros termos, tais como: realismo, política pés-no–chão, coisas assim. “Temos que manter a política de contratações”, afirmam sempre em Janeiro, os comandantes do Furacão. E essa política justifica nomes desconhecidos para o plantel e para a comissão técnica, tudo em nome da “responsabilidade fiscal”. Dizem que deu certo no passado e é a forma que o Atlético utiliza para direcionar suas contratações. Já não chega disso?

Será que deu certo, mesmo? Ano passado perdemos dois títulos que estavam na nossa mão. Tivemos sorte na aposta com o Washington, e foi só.

Esse ano de 2005 será o divisor de águas para o Furacão. Para mim, será o ano que o clube mostrará para que vem disputar campeonatos. É hora de ganhar alguns títulos. Chega de derrotas, que até classifico de humilhantes. Mas parece que o ano não começou como eu gostaria.

Liderança tem uma importância primordial numa equipe que vise alguma coisa. Vimos isso o ano passado, quando Washington e Fabiano exerceram a liderança em campo e o time pode evoluir. Vimos o oposto no tragicômico ano de 2003, onde não havia comando em campo, e o time penou até o finalzinho do campeonato. Vimos a falta de liderança na pessoa do técnico Heriberto da Cunha, aposta da diretoria no início de 2003. Resultado: desastre completo. A contratação equivocada acabou comprometendo todo o planejamento para o ano de 2003. Voltando um pouquinho no tempo, também vimos a falta de liderança na pessoa do técnico Gilson Nunes, em 2002, que quase afundou o time para a segunda divisão.

Pelo ritmo das contratações, além de continuarmos sem opção no meio de campo, quem será o líder em campo?

Liderança tem um custo, já que quase sempre envolve alguma experiência. Só que quase nunca nossa diretoria está disposta a pagar por isso.

Nesse ano de 2005, o Furacão deveria lutar para consolidar mais seu nome, pois vem de um vice-campeonato nacional e classificação para a Libertadores. Ser chamado de nuvem passageira foi uma coisa humilhante, pior foi morrer na praia do jeito que morreu, afogado pelo velho “tsunami” Eurico Miranda. A contratação do técnico Casemiro Mior parece vir, infelizmente, selar a passagem da nuvem. Comandante desconhecido, sem (quase) nenhuma experiência e, pior, indicado por Felipão (que indicou o incompetente Gilson Nunes), seria a minha última consideração.

Nem quero esperar para ver. Já fizemos isso nos últimos anos e o resultado sempre foi desalentador. Casemiro já chega marcado pelo torcedor. Basta vermos a pesquisa do Furacao.com sobre sua contratação: 91,8% dos votos de 809 atleticanos aguardam com receio o desempenho do time sob o comando do gaúcho. Destes, 48,2% acham ruim a contratação de Casemiro por ele não ter experiência necessária. É fácil ver que os torcedores estarão esperando o primeiro tropeço para começar a pedir a cabeça do técnico.

Num ano de Libertadores, acho muito ruim começarmos desta maneira, esperando pelo pior. Era ano para nos consagrarmos. Só que, cada vez mais, parece não ser essa a finalidade atual do Atlético Paranaense.

Mas não pensem que desejo o fracasso para nosso novo comandante. Desejo, sim, toda a sorte do mundo, pois sei que não vai ser fácil agüentar as cobranças, mesmo na vitória e no bom desempenho. Desejo que Casemiro tenha muita força e que mostre sua competência, para calar até o mais fanático torcedor rubro-negro. Não vou ficar torcendo contra ele. Caso as coisas não dêem certo, a culpa será dos mesmos de sempre, não dele.

Ele sim, foi ousado no mais belo sentido.



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