16 mar 2005 - 10h43

"Naming Rights" dominam o esporte dos EUA

O Atlético anuncia hoje a parceria entre o clube e a multinacional japonesa Kyocera, união inédita no futebol brasileiro, mas que já domina o cenário esportivo dos Estados Unidos e Europa há muito tempo. A parceria, chamada de "naming rights" (direito sobre o nome) é um sonho antigo da diretoria atleticana, planejada desde a inauguração da Arena, em 1999.

O conceito de "naming rights" indica um acordo fechado entre duas partes, que compreende uma variedade de benefícios e oportunidades, tanto para o patrocinador quanto para o time.

O primeiro "naming right" dos Estados Unidos surgiu em 1972, no estádio do Buffalo Bills, em um acordo entre a Rich Products e Erie County (dono do clube) para a construção do novo estádio da cidade – Rich Stadium. Em 1986, a NBA aderiu à proposta, com a ARCO e o Sacramento Kings se unindo para a construção da então nova ARCO Arena.

Com o Atlético, a parceria com a Kyocera vai renomear uma Arena já existente. Esse tipo de união começou no esporte norte-americano em 1988, num acordo entre o Great Western Bank e o dono dos LA Lakers (Dr. Jerry Buss) para renomear o Los Angeles Forum para Great Western Forum.

Hoje, os "naming rights" dominam o universo esportivo dos Estados Unidos, com 66,4% dos times jogando em estádios ou arenas com o nome em parceria com patrocinadores. Atualmente, existem 72 acordos de "naming rights" nas Major Leagues americanas (NBA, NFL, MLB e NHL). O prazo médio das parcerias dura aproximadamente 19 anos, rendendo cerca de 60 milhões de dólares por toda a duração do contrato, o que dá uma média de 3,1 milhões de dólares anuais. No Atlético, o acordo com a Kyocera é de três anos e não serão divulgados os valores da parceria. Porém, especula-se que o clube receba cerca de 10 milhões de dólares da multinacional durante esse período.



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