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11 abr 2005 - 18h24

Azul da cor do mar

Semana complicadíssima devido a problemas familiares; futebol em segundo plano. Só deu para acompanhar, de longe, as farpas entre os senhores Antônio Lopes e Casemiro Mior.

Domingo se aproxima, clima de final no ar. Nas dificuldades que a vida nos impõe, ainda tive vislumbres das finais do ano passado: Mário Sérgio e seu “receio” na primeira partida; o título perdido em nossa casa… lembrei que foi nessa época, no ano passado, que chamei o Mário Sérgio de professor Pardal, devido às invenções (texto “Prof. Pardal”, de 12/04/2004, aqui mesmo, no “fala, atleticano”).

Domingo triste para mim, esperava algo positivo vindo lá dos lados do Pinheirão. Mas as coisas não saíram como eu esperava.

Ligo o computador para saber outras notícias do jogo de hoje. A música que começa a tocar, quando o sistema é ativado, não ajuda muito:

Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi
Que na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto outro ri
Mas quem sofre tem que procurar
Pelo menos vir a achar
Razão para viver
Ver, na vida algum motivo pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar…

“Grande” Tim Maia e a bela Azul da cor da mar…

Eu sei que essa música foi selecionada aleatoriamente por um programa de computador, mas parece uma mensagem.

Esse ano que passou foi um ano de sofrimento para a grande massa atleticana; um ano de discórdia e de atitudes arrogantes; um ano de lutas e de separações, cujo custo foi tão elevado! Custou dois títulos: o paranaense 2004 e brasileiro 2004.

Tantos choraram as derrotas, enquanto alguns devem ter rido – como diz a música – interessados não em títulos, mas em lucros na venda de jogadores.

Depois das derrotas; dos desmandos; das provas de desprezo, será que crescemos? Temos, mesmo, muito prá contar? Aprendemos?

Não. Não aprendemos.

Muitos deram vivas quando da contratação de Casemiro Mior, pois era uma demonstração da visão da diretoria. Quem criticou (eu incluído) foi taxado de reacionário. Julianos da vida e outros, vibraram e sempre defenderam o estilo do novo Atlético, “política pés no chão”. Vender o Jádson ao Shaktar foi saldado como a demonstração de visão do comando atleticano e por aí vai…

Hoje, domingo, 10/04/2005, nova derrota numa final para os coxas. Um time inferior, mas que visivelmente mostrou muito mais vontade, garra, do que o esquadrão rubro-negro. Derrota merecida? Eu creio que mais do que merecida. O que o Atlético jogou? Nada! Culpa de quem, do Casemiro?

Não, nossa culpa, da torcida. Pois aceitamos tudo! Alguns reclamam e são execrados por todos.

Pois bem, todos vocês, Julianos da vida, aí está o que vocês queriam! Títulos são secundários; vitórias, somente se condizentes com o plano de negócios! Casemiros e Fabrícios são os novos heróis do rubro-negro.

O Velho Atlético, de Caju e Sicupira, morreu! Vida longa ao novo atlético! E viva quem compra o plano de 10 anos!

A você que, como eu, tinha o Atlético como uma parte de sua família, de sua vida, caia na real: acabou!

O nosso motivo para sonhar, para ter um sonho azul da cor do mar, foi-se!

P.S: Seu Sidney, de onde o senhor estiver, olhe por nós, assim como olharemos pelo senhor! Felicidades!



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