23 maio 2005 - 12h53

Análise de Atlético 1 x 3 Internacional, por Ricardo Campelo

Análise de Inter 3 x 1 Atlético
por Ricardo Campelo

Infelizmente, as atuações do Atlético no Brasileirão não nos permitem criar ilusões com a vitória de quinta-feira sobre o Cerro Porteño. O time é muito fraco. É limitadíssimo, e inoperante, o que torna qualquer vacilo perigosíssimo – e por isso esta seqüência de derrotas.

A defesa não está bem. Marcão parece não estar confortável no esquema de Borba Filho. Baloy, por sua vez, foi fundamental para a derrota. Contra o Cerro Porteño, perdeu um lance em velocidade e teve mais sorte que juízo ao acertar um carrinho e roubar a bola, evitando que o atacante saísse na cara do gol. Neste domingo, fez o pênalti que acabou decidindo o resultado da mesma forma: chegou atrasado, mas desta vez não conseguiu acertar a bola. Sem falar que no primeiro tempo protagonizou uma espirrada bisonha dentro da área, e em outro lance se atrapalhou e recuou a bola para Diego de maneira temerária. Os laterais também são muito ruins. André Rocha parece perdido em campo, enquanto Marín alterna um cruzamento ou outro de qualidade com jogadas sofríveis.

No meio-campo, Alan Bahia também caiu de rendimento. Não é o mesmo "leão" do ano passado. E Cocito é louco para comprometer. No primeiro tempo, perdeu um lance em velocidade e foi salvo em uma linda defesa de Diego. Também perdeu uma bola alta na área que, por sorte, foi cabeceada na trave pelo atacante colorado. Já os meias de armação foram o ponto mais fraco do time. Rodrigo esteve abaixo da crítica. Lento, errou muitos passes e desperdiçou o pênalti, nossa única oportunidade clara de empate. Fabrício foi o de sempre: também lento e ineficiente, jogou fora as demais chances de se buscar um resultado. E, não bastasse a diretoria nos fazer aturar Fabrício, trouxe de volta mais um grande jogador que, assim como aquele, fez história no passado com excelentes atuações no Furacão: Rodriguinho.

No ataque, pouco a se comentar. Lima não conseguiu acertar seus dribles malucos e contribuiu para atravancar o time. Já Cléo foi o destaque positivo, com boa movimentação e convertendo o único gol atleticano, em lance de oportunismo.

Borba Filho errou ao demorar para substituir Rodrigo por Evandro. E errou ao esquecer no banco Leandro, que poderia render muito mais que Marín, na lateral-esquerda, ou que qualquer um dos jogadores do meio-campo.

Atenção, diretoria. Está na hora de abrir a mão. Cinco derrotas não é pouca coisa, já temos mais de 10% do campeonato transcorrido – e nenhum ponto ganho. Já passou do momento de abrir o cofre e trazer reforços de qualidade e um treinador que dê jeito nesta situação. Esperar a coisa ficar pior para tomar uma atitude pode trazer consequências graves.



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