7 jun 2005 - 17h09

Governo pode intermediar negociações com colégio

Representantes da torcida do Clube Atlético Paranaense foram recebidos nesta terça-feira pelo chefe da Casa Civil, deputado estadual Caíto Quintana, e pediram que o governo do Estado seja intermediário nas negociações entre o clube e o Colégio Expoente no processo para a conclusão do estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada). Também participaram do encontro o presidente da Confraria Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA), Doático Santos, e o vereador Mário Celso Cunha, que é também conselheiro do clube. Esta semana os torcedores rubro-negros iniciam uma campanha de mobilização para que o Expoente desocupe o espaço ao lado do campo do Atlético.

"Vou conversar com o governador Roberto Requião sobre o assunto e pedir que ele autorize para que convidemos representantes do Atlético e do Expoente para que possamos ouvir as partes e ver no que podemos colaborar. Vamos buscar um esclarecimento e encontrar a solução de forma rápida e pacífica", afirmou Caíto Quintana, lembrando que os clubes paranaenses põem o Estado em evidência nacional e o fato de ter um estádio organizado é fundamental para o esporte do Paraná.

"Um bom estádio é um excelente cartão de visitas. Ainda mais para um Estado e um país que pretendem sediar jogos importantes e até uma Olimpíada", disse o chefe da Casa Civil, frisando que o governo não quer tomar partido algum, "quer apenas que a situação se resolva para o bem do Estado". "E o governador sabe da importância de trabalhar junto a todas as entidades esportivas e considera o esporte fundamental para o desenvolvimento."

Segundo Doático Santos, os dirigentes do Atlético afirmaram que com a saída do Colégio Expoente do local no bairro Água Verde, o clube inicia imediatamente as obras para a conclusão do estádio. "Estamos pedindo a ajuda do governo do Estado como intermediador. E estamos também querendo sensibilizar o Poder Judiciário quanto à importância de agilizar o processo."

De acordo com o vereador Mário Celso Cunha, não há uma pressão para prejudicar ninguém. "É apenas uma manifestação dos torcedores, que cobram uma solução para o impasse, que é a liberação do terreno. Sabemos que o governo pode ser um grande intermediador", disse, contando que a diretoria do Atlético já se mostrou disposta a conversar. "Pretendemos que o governo ouça, oficialmente, tanto o Atlético quanto o Expoente." Segundo Mário Celso, os dirigentes do clube entraram com uma ação de despejo na Justiça contra o Expoente.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Casa Civil



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