16 jun 2005 - 11h45

Análise de Santos 0 x 2 Atlético, por Rogério Andrade

Obrigado, Aloísio!
por Rogério Andrade

O Atlético está entre os quatro melhores da América. Ontem, em plena Vila Belmiro, o Furacão não temeu o desordenado e desesperado Santos e triturou o peixe. Atendendo o nosso pedido, o Atlético fez uma partida tranqüila e jogou com tremenda inteligência. Soube aproveitar os espaços vazios do campo, e quando todos pensavam que Antônio Lopes comandaria o seu time com o regulamento embaixo do braço, a surpresa tomou conta da América e o Atlético jogou para vencer. E venceu!

Em uma belíssima apresentação, o rubro-negro jogou como a torcida gosta, com raça e emoção. Em momento algum se entregou, pelo contrário, foi uma doação impressionante de cada atleta que estava em campo, jogando o jogo de suas e de nossas vidas.

Marcão foi extraordinário, Cocito a verdadeira face da raça, Jancarlos o exemplo da superação, Diego provando que sua estrela brilha nos momentos mais importantes. Nosso arqueiro simplesmente arriscou sua vida pelo Atlético, assustou os atleticanos quando em um dos lances falhou ao sair do gol e caiu com todo o peso do corpo sobre seu pescoço, mas logo acordou para voltar às traves e "pegar tudo", atendendo o pedido de seu pai.

Nossas congratulações também aos guerreiros Danilo, Durval, André Rocha, Ticão (grande garoto), Tiago Vieira, Leandro, Fabrício, Lima (a cada jogo mais confiante) e Fernandinho. Como disse Marcão, cada profissional jogou por dois, foi além de seus limites, portanto não é justo deixar nenhum personagem sem os meus sinceros elogios e agradecimentos, em nome de toda a nação atleticana.

Três agradecimentos especiais deixo aqui para o final da análise. O primeiro deles ao homem que está deixando muitos atleticanos com a língua de molho. Seu nome: Antônio Lopes. Preciso, estratégico e ousado, empurrou o Atlético para cima do Santos e nos presenteou com uma grande vitória e com a vaga para a semifinal. O que falar de Aloísio? Em um nobre momento de humildade, após abrir o caminho para a vitória, se dirigiu ao professor Lopes e nos emocionou com a frase "muito obrigado". Mostrou ao mundo inteiro que futebol não se faz com arrogância, com displicência ou com desrespeito. Mostrou que futebol é o esporte que premia os profissionais que sabem ser humildes e não cantam vitória antes do tempo. Somos nós quem te agradecemos, "obrigado, Aloísio!"

O terceiro e grande destaque fica para a bela e grande torcida atleticana que gritou "olé" e fez a festa no Urbano Caldeira. Que maravilha! Ao vivo, pelos canais de rádio ou televisão, o Brasil e o mundo tiveram a oportunidade de assistir uma torcida fantástica, fanática e que acredita sempre! É isso aí, povão atleticano, nós ficamos emocionados com a vibração de vocês, e todos os atleticanos de todos os cantos do planeta fazem parte desta bela conquista.

Valeu a raça, valeu a ousadia, valeu a coragem, valeu a superação, valeu a determinação, valeu a inteligência, valeu a humildade, valeu o equilíbrio, valeu a alegria, valeu a esperança e valeu a fé. Não existe sonho impossível quando existe Atlético em campo. Para aqueles que duvidaram, que tentaram atrapalhar o sono dos nossos atletas ou que menosprezaram o nosso clube, fica uma grande lição: aprendam o significado da palavra humildade, aprendam a respeitar o Atlético e lembrem-se que nunca se deve brincar com um fenômeno chamado Furacão.

Comemore, atleticano, nós somos semifinalistas da Libertadores da América! Arriba Atlético!

Rogério Andrade é colunista da Furacao.com.

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