17 jun 2005 - 14h41

Parreira: "Santos reclama, mas vai vender o Robinho"

Apontado pela torcida do Santos como o principal vilão pela eliminação do Santos na Copa Libertadores da América, o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, acredita que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez até mais que o necessário para ajudar o clube paulista, liberando Robinho e Ricardinho para o jogo de ida das quartas-de-final do torneio, a derrota por 3 a 2 para o Atlético-PR.

O treinador negou que a entidade teve culpa na derrocada santista na competição continental. Na segunda partida contra o time paranaense, o Santos não pôde contar com Léo e Robinho, presentes na Copa das Confederações. Segundo Parreira, em uma atitude inédita, a CBF concedeu a liberação dos jogadores selecionados aos seus clubes de origem.

"A comissão técnica e a CBF estão com a consciência tranqüila. Fizemos o melhor para o Santos e para a seleção. Jamais havíamos aberto a possibilidade de autorizar jogadores que estavam convocados para as eliminatórias para defender seus clubes", disse o treinador.

"Liberamos o Robinho para o Santos para o primeiro jogo contra o Atlético-PR. Aliás, foram dois os liberados, porque o Ricardinho também foi cedido. Não há o que reclamar", emendou.

Em relação a Robinho e Ricardinho, liberados para o jogo de ida contra o Atlético-PR, Parreira chegou a temer pela ausência dos atletas. "Eles chegaram a Teresópolis somente para o treino de sexta. E se eles tivessem se contundido naquele jogo? Eu, Parreira, seria o responsável", argumentou.

Conforme entendeu o comandante da equipe nacional, a entidade, de forma alguma, prestigiou as equipes da Inter de Milão e do Betis, ao avalizar a participação de Adriano e Ricardo Oliveira, respectivamente, às finais da Copa da Itália e da Copa do Rei, da Espanha.

"Fiz a mesma coisa com o Ricardo Oliveira e com o Adriano. Liberamos por apenas por um jogo. Infelizmente, o calendário tem sido difícil para os clubes e para a seleção, mas, mesmo assim, colaboramos com o Santos, e estou com a consciência tranqüila. Sempre que necessário, vamos ajudar os clubes", completou.

Parreira foi além. Segundo o treinador, dificilmente o clube santista terá condições de resistir às ofertas milionárias da Europa para contratar Robinho. A idéia de reunir um pool de empresas para bancar o salário do jogador é, segundo o treinador, a única iniciativa capaz de mantê-lo na Vila Belmiro.

Caso não haja uma mobilização entre dirigentes e patrocinadores, Robinho terá o mesmo destino que outros ex-companheiros de clube, entende Parreira. "O Santos está reclamando, mas logo vão vender o Robinho e ficarão sem o jogador, mais ou menos como fizeram no ano passado, quando negociaram seis ou sete atletas".

"Não há como evitar os investimentos do futebol europeu. A não ser que o Santos faça um consórcio para segurar o Robinho, o que eu acho uma idéia maravilhosa", concluiu.

Fonte: UOL Esporte (João Henrique Medice, enviado especial)



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