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8 set 2005 - 18h34

A conquista de 70

Em 1970, com 18 anos acompanhava o Atlético sempre que possível. Estava em Paranaguá na conquista do título, na época talvez tão valioso para nós, como o brasileiro no Anacleto Campanella, onde eu também estive.

A certeza de ser campeão não era total, pois embora o time fosse bem superior ao Seleto, as manobras do adversário verde fora de campo eram tão traiçoeiras e ilegais que tudo era possível. Tanto era verdade, que se vangloriavam na Boca Maldita dos inúmeros “juízes” que tinham no bolso na época. E assim foi por todo o restante da década, confirmado em entrevista por seu ex-presidente santista Evangelino.

O campeonato foi ganho na Baixada na quarta-feira, quando viramos o jogo contra o bom time do União com dois gols de Sicupira. Não vejo o time de 70 melhor que o de 68 ou o de 72. Estes sim eram imbatíveis “dentro de campo”. É certo que o de 70 tinha o excepcional goleiro Vanderlei, um dos cinco melhores que o Atlético já teve (e foram muitos excelentes goleiros). Não só defendia o normal, mas fazia muitos milagres a cada jogo. Zico o xerifão da zaga e é claro: Sicupira e Nilson, craques incontestáveis. Mas considero o plantel dos times de 68 e 72 mais completos.

Entretanto, mais do que comemorar um título de 35 anos devemos reverenciar o presente. Hoje, apesar de continuarem tentando (como o pênalti escandaloso que o Heber Roberto Coxa Lopes não marcou no Pinheirão), somos tão superiores que passamos por cima dos coitadinhos. Não vivemos mais só da história, que foi importante naquele momento, mas sim de um presente invejado por todos do continente e inatingível pelo ex-rival.

Os rivais atuais de centros maiores, já nos invejam e também tentam nos derrubar fora de campo. Não importa. Vamos em frente, lembrando do passado e construindo o futuro. Sem comemorar fitas ou pagamento de dívidas ao Bradesco. Vamos buscar o título do bi brasileiro que o Levir nos tirou e a Libertadores que o tapetão levou. E dedicar as vitórias passadas a memória dos que um dia brilharam em condições totalmente adversas. Foram heróis e merecem a homenagem. Mas certamente muitos outros heróis aparecerão no Atlético, que sem dúvida, muito antes de mais 35 anos, será o maior do Brasil e da América.



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