14 out 2005 - 14h56

História: o Atletiba da Gripe

Às vésperas do clássico Atletiba do segundo turno do Campeonato Brasileiro, a Furacao.com relembra uma série de jogos que ficaram famosos na história do confronto. O segundo texto da série é a história do famoso Atletiba da Gripe, de 1933, jogo que forjou a alma de raça dos atleticanos. Confira:

Atletiba da Gripe
por Julia Abdul-Hak, da Furacao.com

Todos sabem que o clássico Atletiba sempre foi marcado pela rivalidade. Nunca um dos clubes deu o braço a torcer em favor do outro. Foi justamente isso que aconteceu em maio de 1933. O jogo entre Atlético e Coritiba estava marcado pelo primeiro turno do Campeonato Paranaense.

Alguns dias antes, seis jogadores titulares do Atlético não estavam em condições de disputar a partida, alguns por gripe, outros por contusão. Assim, o presidente atleticano Eugênio Vianna foi até o Belfort Duarte para negociar uma alteração na data da partida. Prevendo uma vitória, os diretores do rival Coritiba não aceitaram a proposta, pensando em tirar vantagem da situação. Com isso, os atleticanos haviam decidido não entrar em campo, mesmo que perdessem os pontos da rodada.

Honrando a camisa rubro-negra, os jogadores, mesmo machucados e gripados, foram à diretoria e pediram para jogar. A direção, então, enviou uma carta ao jornal Gazeta do Povo, anunciado a participação do clubeno jogo:

"Prezado Sr.:

Servimo-nos do presente para solicitar a V.S. a fineza de inserir na seção esportiva à seu cargo o seguinte comunicado.

‘Comunicamos aos nossos prezados consórcios e à família curitibana que, em virtude de seis amadores do nosso quadro principal, acharem-se alguns gripados e outros contundidos, era nossa intenção não disputar a primeira rodada, entregando os pontos ao nosso antagonista, dada a sua atitude pouco cordeal para com o nosso club, quando não concordou com a transferência do jogo para outra data. Acontece porém, que nossos amadores, sabedores da nossa intenção, compareceram incorporados a nossa sede social, pondo-se não só à nossa disposição, como, também, exigindo a realização do jogo. Em face da abnegação dos nossos amadores, resolvemos disputar o jogo em apreço, prestando assim uma homenagem aos nossos denodados defensores que, com sacrifício da sua própria saúde, vão combater ardorosamente em prol do nosso pavilhão. ‘Não nos move a veleidade da vitória’.

Sem outro motivo, atenciosamente subscrevemo-nos.

Pelo Club Atlético Paranaense
A Diretoria"

Com a carta publicada, os rubro-negros entraram em campo determinados a conquistar a vitória na primeira partida do campeonato. Foi então que o Atlético ficou conhecido como "Clube da Raça". Os jogadores foram pra cima do adversário e conquistaram a vitória, a única vitória rubro-negra na competição daquele ano. Mimi e Marreco marcaram os gols daquele clássico, que ficou conhecido eternamente como "Atletiba da Gripe".



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