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6 dez 2005 - 10h08

Contribuintes de um choro só

Quem é falso rei, jamais deve almejar à majestade, ou traduzindo a diretas palavras daquela tão conhecida frase de origem popular: “quem ri por último, ri melhor”. Os “verdinhos”, há exatos seis meses atrás, explodiam em soberba, se colocando como o melhor time do estado – ao que se deixassem à vontade, fariam pose de o melhor do sul do Brasil. Isso porque estavam melhores na maior competição do futebol nacional. Eles simplesmente eram os deuses do estado, claro, estavam com seu antiquíssimo estádio não reformado, mas sim remendado. Mais um motivo de inveja à nação Rubro-Negra, que a cada jogo delicia-se do conforto da célebre moderna Arena.

Todos nós, atleticanos fanáticos de coração, há seis meses atrás sofremos sim, e muito com a derrota e com vice-campeonato da Libertadores. Tínhamos totais condições de conquistar o título, e com certeza seríamos merecedores e a taça estaria em boa mãos. Mas enquanto estávamos na luta pela conquista da América, os coxas se embriagavam de “tantas glórias” momentâneas, que não tinham valor algum. O que lhes restava era somente invejar a condição do seu maior e verdadeiramente glorioso adversário, que na época ambicionava muito mais, tanto que sua estrutura até então não estava priorizada à competição nacional.

Tive um exemplo este ano que ainda devemos lutar para que o Atlético atinja o seu patamar como maior e mais querido clube do estado entre o que chamaríamos até ontem de “trio de ferro” – claro, a saber que hoje os verdes são pura ferrugem. Infelizmente ainda o Furacão não conquistou os corações de toda a população paranaense, principalmente do interior, que por inúmeras razões é influenciada pela cultura de outros estados. Já está confirmado que torcer para time de futebol é uma verdadeira questão cultural. Relato o tal exemplo:

Estava eu, saindo ao final de uma aula na faculdade de comunicação em Cascavel, quando fomos ao um barzinho do lado com os amigos assistir a segunda partida entre Atlético e Santos, na Libertadores. Quando saiu o gol atleticano, eu gritei, pulei e vibrei muito, mas percebi que estava só. Todos me olharam com ar de repreensão, dando-me a impressão que estava cometendo um delito. Naquele momento, parecia que não estava no Paraná, mas sim na cidade de Santos, pois quando saiu o gol daquela equipe, o bar quase veio abaixo. Resultado: o Atlético se classificou para as semifinais da maior competição da América.

Mas voltando ao assunto, como o tempo passa, primeiramente o ciúme coxa-branca se deu após seu técnico – derrotado então na final do paranaense – integrar-se ao nosso clube, que culminou com a fantástica campanha na Libertadores. E lá estavam os coxas, raivosos – tanto que saíram quebrando nosso estádio – destilando impropérios e brincadeiras sem fundamento, “enterrando” a gloriosa camisa rubro negra aos currais da segunda divisão.

Podemos analisar hoje, nação Rubro-Negra, que o tempo é o senhor da razão. Enquanto os verdes investiram pesado numa estrutura arcaica administrativa, dizendo colocar suas contas em dia, esqueceram-se do seu maior cartão postal – o futebol, que é o seu instrumento de defesa de suas cores e do nosso Paraná pelos estádios do Brasil, ao contrário do exemplo pelo que o Atlético fez este ano, com seu honroso clamor. Hoje, nação Rubro-Negra, não nos passa nem de perto o fantasma do rebaixamento e da humilhação. Afinal, terminamos o brasileirão como o melhor entre as equipes paranaenses.

O que passa no intuito atleticano agora é o despontar de títulos, principalmente o da Copa do Brasil de 2006, que dá acesso mais fácil à Libertadores. O Atlético é assim vencedor e grande porque sempre pensou alto, ao contrário daquele clube que encontra-se “grandiosamente” hoje atolado lá no alto de tantas glórias – como dizem, mas que esqueceu de si mesmo, tanto que foi agraciado na tarde do último domingo com tal excepcional honraria: voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Para cronistas esportivos de um canal cearense, o coxa ontem ficou conhecido como a torcida mais “chorona” de todo campeonato, e nós atleticanos, com muita alegria contribuímos para isto durante toda a temporada 2005.



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