11 jan 2006 - 15h50

Clube volta a apostar em ex-craque de seleção

Com a contratação de Lothar Matthäus, o Furacão volta a apostar em um técnico que obteve grande sucesso na carreira de atleta de futebol. Na Era Petraglia, ele é o sétimo treinador do Rubro-Negro a se encaixar neste perfil e segue a mesma linha de seu antecessor, Evaristo de Macedo. Último técnico do Atlético antes de Matthäus, Evaristo foi um jogador de muito sucesso. Vestiu a camisa da Seleção Brasileira e foi ídolo do Real Madrid e do Barcelona.

A diferença é que Matthäus brilhou com a camisa de outra seleção, a da Alemanha. É o recordista europeu em número de jogos por seleção (mais de 150 partidas) e conquistou a Copa do Mundo de 1990. Além disso, esteve em todas as Copas entre 1982 e 1998, o que lhe valeu outro recorde: o de maior número de partidas jogadas em um Mundial.

Assim como Evaristo e Matthäus, o Atlético já teve outros técnicos na última década que brilharam no futebol mundial. Em 1995, o time foi campeão da Série B sob o comando de Pepe, ponta-esquerda do Santos bicampeão mundial de 62/63 e craque da Seleção Brasileira. Pepe entregou o cargo a Emerson Leão, goleiro do Brasil em quatro Copas do Mundo (sendo duas como titular). Em 2001, o Atlético teve Paulo César Carpegiani no banco de reservas. Ele foi meia do Inter e do Flamengo e conquistou dois Campeonatos Brasileiros (1975 e 1980). Além disso, disputou a Copa do Mundo de 1974.

Também em 2001, chegou ao CT do Caju o polêmico Mário Sérgio, que voltaria ao clube em 2003 e 2004. Como atleta, jogou no São Paulo, Inter, Grêmio, Flamengo e Botafogo, entre outros. Foi campeão mundial interclubes com o Grêmio e defendeu a Seleção Brasileira. No ano passado, o Atlético apostou em Edinho Nazareth, que acabou conquistando o Campeonato Paranaense, mas acabou demitido logo em seguida. Edinho foi zagueiro da Seleção Brasileira nas Copas de 78, 82 (jogando junto com Cerezo em ambas) e 86.

Confira a lista de todos os técnicos do Atlético na gestão de Mario Celso Petraglia, separados de acordo com seus desempenhos como atletas:

Técnicos que tiveram grande destaque como jogadores
Pepe (1995), Emerson Leão (1996), Evaristo de Macedo (1996 e 2005), Paulo César Carpegiani (2001), Mário Sérgio (2001 e 2003 a 2004), Edinho Nazareth (2005) e Lothar Matthäus (2006)

Técnicos que conquistaram certo destaque como jogadores
Cabralzinho (1996), Carlos Gainete (1996), Abel Braga (1997 a 1998 e 2002), Gilson Nunes (2002), Heriberto da Cunha (2003), Levir Culpi (2004) e Casemiro Mior (2005)

Técnicos que não tiveram muito destaque como jogadores
Zequinha (1995 e 1998), Jair Pereira (1997), Vadão (1999 a 2000 e 2003), Artur Neto (2000), Flávio Lopes (2001), Valdir Espinosa (2002), Geninho (2001 a 2002) e Borba Filho (2005)

Técnicos que não foram jogadores profissionais
João Carlos Costa (1998), Antonio Clemente (1999), Riva (2000 e 2002), Antonio Lopes (2000 e 2005), Lio Evaristo (2003, 2004 e 2005) e Julio Toledo Piza (2004)



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