21 jan 2006 - 21h38

Na coletiva, Vinícius explica o tropeço em casa

O auxiliar técnico Vinícius Eutrópio concedeu entrevista coletiva após o empate do Atlético com o Francisco Beltrão por 2 a 2 na tarde deste sábado na Kyocera Arena. Foi o primeiro tropeço do Atlético em casa neste Campeonato Paranaense e o segundo mau resultado no ano – antes disso, o time havia perdido para o Rio Branco, em Paranaguá. Eutrópio disse que os meias e atacantes não tiveram o mesmo rendimento físico do jogo da última quarta-feira, contra o Nacional, e que isso é normal em virtude da pré-temporada.

Por outro lado, o técnico interino não descartou uma alteração tática para o próximo jogo, diante do Iraty. Disse que iria conversar com os demais integrantes da comissão técnica para decidir. Para Vinícius, o principal defeito do Atlético foi não ter convertido em gol as chances que criou.

Confira a entrevista coletiva:

O JOGO
"Até os 20, 30 minutos, nós tínhamos essa passagem da bola pelo meio. Até desperdiçamos algumas chances, mas depois que nós tomamos o gol, começamos a fazer jogada direta, a nos precipitar. E tinha bastante tempo ainda. No segundo tempo, nós modificamos: coloquei o Rodrigão para ficar como um pivô, liberamos também o Michel, que no segundo tempo se soltou mais, chutou bola a gol e fez as ultrapassagens. Conseguimos virar o jogo, mas depois tomamos um gol de lateral. É coisa que acontece, mas num jogo que se tornou difícil nós temos de valorizar muito um gol. Tanto é que eu estava com a substituição pronta, ia colocar o Erandir, mas bem na hora tomamos o gol".

ESQUEMA TÁTICO
"Temos que ver e conversar com todo mundo. Nada é absoluto. Hoje nós tentamos imprimir nosso ritmo, mas não conseguimos dar a movimentação depois de certo tempo. Vamos pensar e ver qual o melhor caminho a seguir. Pecamos na marcação, não conseguimos ter aquela movimentação de jogo e só melhoramos no segundo tempo. Então, temos que pensar pra frente e ver o caminho melhor para nós."

O JOGO
"O resultado, por ser na Arena, não é muito normal porque a nossa obrigação é sempre vencer. O que a gente pôde sentir hoje é que aqueles atletas que estrearam na quarta-feira, o Denis, o Ferreira e o Adriano, como nós ainda não decaímos no volume de treinamento, sentiram um pouco mais. Isso é natural, eles estavam parados há mais de um mês e meio. Mas quando precisou um pouco mais de movimentação, você sentia que eles já não conseguiram, o que é normal. Mas a gente tem planejado dar esse volume. O ideal é dar o treinamento físico e obter os resultados. Talvez seja um preço que a gente pague, mas isso não é a tônica, não foi o principal. Esse é o preço que se paga. Realmente nós tivemos a oportunidade de ter saído na frente. Se tivéssemos conseguido isso, se saíssemos com pelo menos um gol na frente, o resultado teria sido totalmente diferente".

TIAGO CARDOSO
"Ele foi vetado no intervalo porque estava machucado. Infelizmente, perdemos uma substituição naquele momento. Fazendo duas substituições no intervalo, sendo a do goleiro forçada, eu tive que segurar um pouquinho a terceira. Deu certo, nós viramos o jogo e daí sim eu preparei a terceira substituição, pois se houvesse algum problema, por lesão ou algo assim, nós permaneceríamos com um tempo mínimo com 10 jogadores, se alguém tivesse se lesionado. Mas infelizmente a equipe adversária empatou e nós tivemos que mudar novamente nossos planos. Quando a substituição dele, não estou pensando nisso agora. É muito cedo para isso. O Tiago tem a nossa segurança, é tranqüilo, não vejo porque motivo entrar nesse assunto".

CHANCES DESPERDIÇADAS
"Nós não fomos competentes para aproveitar as chances que nós tivemos. Nosso scout apontou 21 finalizações e 12 chutes ao gol, muitas bolas próximas à linha do pênalti e próximas da pequena área. A partir do momento em que você cria, mas não consegue fazer, e vê o adversário criar, sendo eficaz mesmo com poucas oportunidades, e nós não conseguimos modificar isso, o empate foi justo".

SISTEMA DE JOGO
"O que a gente tem realmente é compactar bem o time quando estamos sendo atacados. Nós damos liberdade a cinco, seis jogadores ao mesmo tempo quando temos a posse de bola. E o que pode ter acontecido realmente é voltar bastante e fica distante querer atacar. No segundo tempo nós melhoramos, mas a nossa marcação desde o início, o que eu treinei com eles e nós executamos bem na quarta, foi a pressão lá na frente".

OBJETIVOS
"A finalidade que a gente tem é entregar o time compacto para o Matthäus. A nossa preocupação é essa. É óbvio que nós temos que pontuar, mas temos que entregar o time bem para que ele possa trabalhar tranqüilo. Na segunda-feira, vamos para o terceiro jogo-treino para que o grupo fique uniforme. Mais para frente, teremos a volta de Fabrício, Evandro, Dagoberto e Ivan para que a gente possa ter um elenco coeso. Alguns ainda estão em parte fisioterápica e outros estão na parte física. Eles ainda não estão liberados para os trabalhos técnicos".



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