31 jan 2006 - 9h00

Torcedores foram ao Rayon para ver Matthäus

O nome do novo ídolo eles sabiam de cor: Lothar Matthäus. Depois de acompanharem lances e gols de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial pela TV ou através de fotos de jornais, chegava a hora de conhecer Matthäus de pertinho. E foram movidos por esse sonho que Jéferson Luiz de Matos, Fernando Habib Sotnas e Ionildes Pinheiro se dirigiram ao Hotel Rayon, no centro de Curitiba. O trio trazia consigo a curiosidade e a esperança dos mais de um milhão de atleticanos espalhados pelo planeta.

O relógio ainda apontava 16 horas quando Jéferson Luiz de Matos, de 19 anos, chegou em frente ao hotel. Faltando uma hora para o início da coletiva, ele sabia que dificilmente conseguiria ver Lothar Matthäus, mas mesmo assim decidiu arriscar. “Estou muito confiante de que o trabalho dele vai dar certo”, disse. “Infelizmente não consegui vê-lo e acho até que nem vou conseguir nada aqui hoje. Deveriam ter pensado numa aparição dele hoje para a torcida, lá na Arena”, completou.

No trio, a palavra otimismo era o que mais se ouvia. “Maravilhoso! O Atlético vai ganhar em todos os aspectos, no marketing, financeiramente, na divulgação. Tomara que ele consiga traduzir esse prestígio todo em resultados dentro de campo. Aí ninguém segura a gente”, aposta Ionildes Pinheiro, de 53 anos. “Espero que ele faça um bom trabalho no clube e que o time faça uma boa apresentação. Creio que unido seus conhecimentos de futebol com o talento que o nosso time tem, o resultado pode ser de muitas conquistas para o Atlético”, prevê Fernando Habib Sotnas, de 35 anos.

Além do botton do Atlético, ele exibia com orgulho uma amarelada carteirinha do Furacão. Com a experiência de viver tempos difíceis acompanhando o time, fala com orgulho desse novo passo que o Atlético está dando. “Com certeza é uma contratação fantástica, não apenas na parte técnica, como no marketing do Atlético, do futebol paranaense e do Brasil”, relata. Já quando o assunto é ver Matthäus, a decepção toma o lugar da confiança. “Se ele pudesse vir aqui pelo menos dar um oi para nós seria muito bem-vindo. Mas é difícil”, disse Fernando.

Foram cerca de 100 jornalistas que conseguiram o acesso vip para acompanhar a coletiva. Para driblar o forte esquema de segurança montado, seria preciso muita habilidade. Então, o trio preferiu se contentar em ficar em frente ao hotel, na calçada, batendo papo, falando daquilo que eles mais gostam: o Atlético. Ah, ver Lothar Matthäus de perto? Isso eles garantem que farão junto com o restante da torcida atleticana, no jogo deste sábado, contra o Galo Maringá, na Kyocera Arena. Por ora, eles desejam apenas boa sorte a Matthäus, ou como preferiu dizer Fernando Sotnas, “Viel Glueck, Matthäus!”.



Últimas Notícias

Ao Sol e à Sombra

Gol de Matosas

É verdadeiramente impossível descrever o que se sente na primeira vez em que se entra em um estádio de futebol lotado, sobretudo quando se vive…

Brasileiro

Derrota em Porto Alegre

O Furacão fez boa partida, principalmente na primeira etapa, mas não reverteu em gols as chances e sofreu o castigo fatal aos 31 da etapa…

Ao Sol e à Sombra

Alex Mineiro

Parecia o caso de um jogador que seria lembrado como coadjuvante de uma equipe imparável. Um carregador de piano, invisível aos olhos dos leigos, que…