12 fev 2006 - 0h35

Estréia em terra familiar

393 quilômetros longe de Curitiba e mais perto das tradições alemãs que poderia imaginar. Esse é o cenário que aguarda o técnico Lothar Matthäus em Rolândia, no Norte do Paraná. A primeira partida do treinador alemão longe de Curitiba se dará justamente num dos principais redutos da imigração alemã no estado.

O nome da cidade que abriga o Nacional, adversário do Furacão neste domingo pelo Campeonato Paranaense, é uma homenagem ao guerreiro Roland, figura lendária que mais defendeu os territórios nas lutas travadas pelos exércitos do Imperador Carlos Magno. Para os imigrantes, Rolândia significa liberdade ou a busca de um lugar onde os alemães pudessem reconstruir suas vidas, longe das perseguições políticas, religiosas e raciais. Considerado um símbolo de liberdade e justiça, a estátua de Roland é um dos cartões-postais da cidade, numa doação de comerciantes e autoridades de Bremen, na Alemanha.

Os primeiros imigrantes chegaram no local em 1932, mas a cidade só foi fundada dois anos depois. E é justamente o clima “familiar” que Matthäus verá em Rolândia um dos principais atrativos da partida deste domingo, às 16 horas, no Estádio Érick Georg.

Em campo, o técnico Lothar Matthäus deve fazer três mudanças em relação ao time que venceu o Rio Branco na última quarta-feira. Suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o volante Alan Bahia e o lateral-esquerda Michel Bastos dão lugar a Cristian e Moreno, respectivamente. Se perde duas peças importantes do time, Matthäus conta com a volta do meia David Ferreira, que deve entrar no lugar de Pezzolano.

Vice-lanterna do Grupo A do Paranaense, o Nacional aposta na cautela para surpreender o Furacão. Os nomes do perigo eles sabem: Ferreira e Dagoberto. Por isso, a estratégia do técnico Dirceu Mattos é ter mais cuidado na marcação dos dois jogadores, além de tentar anular o poder de ataque dos alas atleticanos. Para a partida, ele não poderá contar com o meia Willian, expulso na última rodada. Em compensação, tem os retornos do zagueiro João Renato e do meia Magrão.

Se o ambiente em Rolândia é familiar, será uma inspiração a mais para Lothar Matthäus na partida deste domingo. Inspiração essa que pode fazer com que Matthäus tenha ainda melhores lembranças da cidade. Para isso, basta o time do Atlético em campo corresponder e ajudar o técnico a manter o 100% de aproveitamento até aqui no comando do Furacão.

Paranaense – (12/02/06) – Nacional x Atlético
L: Erick Georg; H: 16h; A: Sandro Schmidt (PR); T: CNT e Banda B (AM 550).

NACIONAL: Odair; Lucas, João Renato, Everton e Igor; Anderson, Gil, Magrão e Juninho; Agnaldo e Montemor. T: Dirceu Mattos.

ATLÉTICO: Cléber; Jancarlos (Bruno Lança), Danilo, Paulo André, Erandir e Moreno; Cristian, Simão (Pezzolano) e Ferreira; Dagoberto e Cléo. T: Lothar Matthäus.



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