21 fev 2006 - 21h57

Lateral-direita Etto é vítima de racismo na Croácia

O lateral-direita Etto, que no ano passado vestiu a camisa do Furacão, foi alvo de ofensas racistas no futebol da Croácia. Atualmente, Etto defende o Dínamo Zagreb. Na partida entre seu clube e o Hadjuk Split, pelo Campeonato Croata, Etto e o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, além do camaronês Mathias Chago, sofreram ofensas racistas dos torcedores da equipe adversária. Toda vez que um dos três tocava na bola, a torcida imitava macacos para os insultar.

Esta não foi a primeira vez que os torcedores do Hadjuk Split protagonizam esse tipo de cena lamentável. Há dois meses e meio, a mesma torcida insultou os mesmos jogadores do Dínamo, mas por meio de um grande cartaz com os dizeres: "O jardim zoológico: Chago, Etto e Da Silva".

Como punição, o juiz disciplinar da Federação Croata determinou que o Hajduk Split dispute um jogo com portões fechados no estádio Poljud por reincidência do código anti-racista. Além disso, o clube terá de pagar uma multa de 20.000 kunas (2.800 euros), valor considerado insignificante pela imprensa local.

Etto foi contratado pelo Atlético no início de 2005 e chegou a ser titular do time, mas acabou perdendo a disputa com Jancarlos pela vaga na lateral-direita. Com a chegada de Antonio Lopes, ele voltou a ter algumas oportunidades, mas suas más atuações o levaram para o time B. Em agosto do ano passado, Etto acabou aceitando a proposta do Dínamo Zagreb e foi emprestado pelo período de uma temporada.

Racismo

Esta não é a primeira vez que jogadores com passagens pelo Atlético são vítimas de racismo no cenário internacional. O primeiro caso aconteceu com o atacante Adauto, em 2003, na República Tcheca. No clássico entre seu então clube, o Slavia Praga, contra o Sparta, os torcedores do time rival imitavam macacos sempre que o atacante pegava na bola. O árbitro interrompeu a partida e pediu que o público parasse com as ofensas. Depois desse episódio, Adauto virou o principal nome de uma campanha contra o racismo na República Tcheca.

Este ano, foi a vez do atacante Kléber sofrer com o racismo no futebol mexicano. Na partida entre seu time, o América, e o Culiacán, a torcida adversária imitava sons de macaco toda vez que Kléber tocava a bola. Foi a primeira vez que o futebol mexicano presenciou cenas racistas de torcedores num estádio de futebol.



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