23 mar 2006 - 19h43

Givanildo chega e acena mudanças

Givanildo José de Oliveira, 57 anos, foi apresentado nesta quinta-feira como novo técnico do Atlético. Ele fechou negócio com o clube na segunda-feira pela manhã. Ontem, ele acompanhou o jogo da equipe contra o Volta Redonda e teve o primeiro contato com o grupo de jogadores. Nesta quinta à tarde, Givanildo conversou com a imprensa e falou sobre seu estilo de trabalho, seu planejamento para dirigir o Atlético e também sobre o jogo de volta da Copa do Brasil, que marcará sua estréia no comando do time. No geral, o técnico demonstrou firmeza nas idéias e deixou no ar a possibilidade de diversas mudanças no dia-a-dia do clube.

Para início de conversa, Givanildo disse que prefere o sistema tático 4-4-2 em detrimento do 3-5-2 que vem sendo adotado pelo Atlético nas últimas partidas. Quando dirigiu o Fortaleza, em 2004, Giva chegou a usar o 3-5-2, mas não está seguro de que este é o melhor sistema para o Furacão. "Ontem (quarta-feira) o Atlético jogou com três zagueiros e liberou os laterais, que daí se tornam alas. Se eu tiver jogadores com essas características, pode ser assim também, mas minha preferência é pelo sistema 4-4-2", afirmou.

De todo modo, Givanildo disse que o técnico não pode escolher um esquema tático de antemão, antes de conhecer o estilo de jogo dos atletas que estão à disposição. "Nenhum treinador tem um esquema definido já no primeiro dia", afirmou. Do elenco atual, ele conhece poucos jogadores. "Apenas 19 jogadores viajaram. Os que ficaram em Curitiba eu não conheço e vou avaliá-los ainda", prometeu o técnico.

Uma novidade anunciada desde logo pelo técnico é o fim do revezamento dos goleiros, que estava sendo adotado pelo técnico Lothar Matthäus. "Nunca fiz rodízio (de goleiros) e não vou fazer aqui. Isso acabou. Vai jogar quem eu achar que está melhor", comentou.

Copa do Brasil

Givanildo Oliveira preferiu não comentar o jogo de quarta-feira contra o Volta Redonda. Ele assistiu à derrota do Atlético por 2 a 1, mas disse que agora é melhor não remoer o que aconteceu na partida e começar a pensar no jogo de volta, na Kyocera Arena. "Nós temos um compromisso sério no dia 5. Hoje eu me apresentei aos jogadores e, a partir de amanhã, a gente começa a trabalhar", afirmou.

Para o treinador, o melhor jeito de os jogadores se recuperarem emocionalmente da derrota e superarem o momento negativo é não pensar sobre o tema. "Todo grupo precisa aprimorar a parte técnica e a parte tática. Trabalharemos nisso. A parte emocional, eles têm que esquecer disso", recomendou.

Mestre Giva, como era chamado em Recife, está disposto a trabalhar bastante para que o Atlético avance na Copa do Brasil. "Com a Copa do Brasil, o time pode garantir uma vaga na Copa Libertadores. Então, não podemos abrir mão dela", assegurou.

Desafio

Perguntado se dirigir o Atlético representava um desafio na sua carreira, Givanildo respondeu negativamente. Para ele, Curitiba fica no Brasil e, portanto, não há diferenças tão grandes em relação aos centros onde já trabalhou. "Eu estou há 23 anos como treinador e são 18 títulos, acho que é uma contagem importante", comentou, elogiando seu currículo.

O técnico disse, porém, que o momento delicado de três derrotas consecutivas é que é um fator que tem de ser levado em conta. "Eu não diria que é um desafio treinar o Atlético porque é o Atlético, mas pelo momento que passa o Atlético. Existe uma diferença aí. Já assumi muitos clubes em situações piores e consegui dar a volta por cima. É complicado, sim, mas a gente está um pouco rodado, tem experiência e eu procuro estar sempre me aprimorando", disse Givanildo, revelando humildade.

Com mais de vinte anos de carreira, ele demonstrou que tem muita auto-confiança, mas que isso não é tudo para vencer. "É importante você fazer o seu trabalho, e eu acredito no meu trabalho, mas é importante que os jogadores façam a parte deles também", ponderou.

Reforços

Por enquanto, Givanildo não pedirá reforços para a diretoria atleticana. Isso dependerá de uma avaliação do elenco, que ocorrerá nos próximos dias. "Se eu achar necessário indicar novos jogadores, eu vou fazer. Se eu quiser deixar o time mais forte, eu vou indicar outros atletas", garantiu, com segurança.

A definição da comissão técnica também ficará para um momento posterior. Durante as negociações com Mario Celso Petraglia, o técnico chegou a pedir para que fosse contratado um auxiliar técnico e um preparador de goleiros, além do preparador físico Wellington Vero. Petraglia foi firme e só autorizou a vinda de Vero. "Eu pedi para trazer o Wellington, que já está comigo há 15 anos e existe uma confiança. Quanto ao auxiliar técnico e ao preparador de goleiros, eu ainda não conversei com a diretoria desde que cheguei", disse Giva.



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