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6 abr 2006 - 3h27

Começar por onde?

Após o jogo, ao qual acompanhei pessolmente na Arena, e ouvi os depoimentos, tanto do técnico Givanildo, quanto do zagueiro Paulo André, me sinto obrigado a comentar algumas coisas, porém não sei por onde começar.

Começarei pelo técnico, que chegou faz pouco tempo, e ainda não se definiu se toma posição de que conhece, ou não o time. Antes do jogo falou para todas as rádios, que planejava estar ganhando de 1×0, até no máximo, aos 10 minutos do primeiro tempo. Primeiro sintoma que não conhece o elenco que tem na mão. Espero que após o término desta fatídica partida, esteja consciente do time que tem a sua disposição hoje.

Ainda sobre o grande Givanildo, ele falou na coletiva que “em alguns momentos, a torcida até que contribuiu com o time, cantando e empurrando o time para cima do adversário”. Atenção, Sr. Givanildo, a torcida não parou de cantar um minuto sequer. Prova disso, foi o escanteio aos 47 minutos do segundo tempo, onde a torcida de pé, ainda incentivava o time (talvez tomada pelo desepero). Calma… veja o terreno em que está pisando. Aqui não é o serrado. Aqui é solo fértil!

Já Paulo André, Cléber, Fabrício e cia., falaram que o time jogou bem… Que encurralou o adversário… Que foi mais efetivo durante todo o jogo, etc…, etc…etc… (onde lê-se “etc”, entenda-se besteiras). Se escolhêssemos 11 torcedores aleatoriamente na arquibancada, e colocássemos em campo para enfrentar o Volta Redonda, nas condições de hoje, estes onze amadores, fariam a mesma pressão, ou até com mais competência do que vimos na noite de hoje, sobre um time de 3º divisão, que tem como seu ídolo, nada mais nada menos, que o jogador, ou ex-jogador, Túlio. Simplesmente ridículo.

Meu (nosso) time (e quando falo meu, falo como torcedor, e não como dirigente, que realmente crê que o time seja seu, e que seja ele, maior que a instituição) está cada vez mais distante de mim (nós). Os jogadores não podem dar entrevistas, nem nos treinos, quanto nos jogos. Cuidado eim… por mais que queiramos ser autosuficientes, ainda dependemos da exposição de nossa imagem, que por sinal está muito abalada. Temos que “comer muito milho” ainda para chegar em uma posição de ditar todas as regras. Temos que mostrar muito, mas muito mais do que mostramos até agora.

Quando um torcedor vai à Arena, e paga um ingresso de R$ 25,00, um dos mais caros do Brasil (e o mais barato na Arena), espera ver em campo, no mínimo um time dígno, um time que tenha cara de time. Que tenha identidade. Quando a diretoria adotou esta política de majorar os ingressos, ouvi do Sr. Mario Celso Petráglia, que “o torcedor do Atlético tem que pagar o ingresso para ver o Atlético, e não os outros times.” Me desculpe, mas quero meu troco. O que virou o time? Um entra e sai de jogadores desconhecidos. Um mercantilismo total. Um time sem identidade. Fomos obrigados a ver em campo Cleverson, Ricardinho, Bruno Lança. Brincadeira tem hora! Interesses particulares sobre os interesses do clube (já vem de muito tempo). Não conseguimos montar uma base, e ir repondo apenas algumas peças. Não! Vendem, faturam (não sei quem?) e o martírio começa novamente. Até quando? Até quando a paciência da torcida irá agüentar isso, e continuará comprando pacotes, cadeiras e ingressos nestes preços?

Para finalizar, o clube não é de um só, e nem dos fantoches, que já de cabelos brancos, se predispõem a este papel ridículo. Dão entrevistas, se dizem autoridade, mas não tem força de opinião, e não decidem nada. Apenas respondem aos comandos dado por quem manipula as suas cordinhas.

A coisa mais difícil de administar em uma instituição, não são os problemas inerentes a ela, mas sim, o ego, a prepotência de pessoas que lá estão, e que estão acima do bem e do mal, protegidos por um escudo, ainda obscuro a quase todos.

O Atlético que se movimente rápido. O campeonato começa daqui a 11 dias, e com este time, faremos companhia aos nossos maiores rivais em divisões inferiores, que estão nos dando exemplo de má adminstração, tanto financeira, como no que tange as contratações. Fomos eliminados de duas competições em menos de 15 dias. Isto que o campeonato Paranaense era laboratório, e a Copa do Brasil, a prioridade.

Continuarei acompanhando como sempre faço, afinal, além de proprietário de cadeira, sou atleticano de coração.

Mas que a lâmpada vermelha está piscando, isto está.



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