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10 abr 2006 - 12h27

Simbora tristeza

De alguns tempos para cá, mais precisamente quando nossa diretoria, em nome da modernidade e do atendimento ao que “rege” a lei de Defesa do Consumidor decidiu “operar” a alegria e a magia da torcida atleticana, as portas da tristeza se abriram para adentrar ao templo atleticano e, parece, tentar fazer dali a sua morada definitiva.

Nossa “massa”, tão admirada e invejada pelos adversários dos mais longínquos rincões deste Brasil, é submetida a situações as quais ela jamais imaginaria ter que se sujeitar um dia. Protagonista de espetáculos maravilhosos e famosos transmitidos pela televisão para todo o Brasil em diversas ocasiões, principalmente no período de 1999 a 2004, rompendo barreiras no estádio deles na década de 70, quando inauguramos “na marra” o segundo anel do tremendão num atletiba onde, mesmo fregueses de caderninho deles, enfiávamos mais torcida no estádio do que eles, fazendo comitiva ao Rio de Janeiro para defender os interesses de nosso clube, levando talco, pó-de-arroz, papel picado, bandeiras, bandeirinhas, bandeirolas, faixas, bateria, charanga,enfim, quem não conhece (ou conheceu) a euforia e a extroversão da torcida do Atlético, temida por todos os adversários que nos enfrentam?

Mas, nestes tempos modernos, parece que tudo isto está e deverá ser relembrado em fotos, telas, vídeos, museus, porque está sendo “tirada” da massa atleticana a sua principal marca: a paixão e o sentimento extrovertido que sempre demonstrou pelo Clube Atlético Paranaense.

Paradoxalmente, nos tempos em que parecia que não tinhamos mais futuro, que o clube não sairia da eterna improvisação a que éramos submetidos, tínhamos mais liberdade e criatividade para demonstrar nosso amor pelo clube do que hoje. Não foram poucos os anos em que tínhamos um plantel enxuto (por falta de dinheiro), jogadores mais “raçudos” do que técnicos em razão disto, e nem sequer dois ou três uniformes novos no “estoque” ou material de treinamento para disponibilizar aos nossos atletas.

Nos tempos atuais temos o melhor CT do país, o estádio mais moderno, a melhor organização administrativa, o maior patrimônio entre os clubes da capital, mas paradoxalmente, nossa alegria está indo embora, ou sendo “substituída na marra” pela tristeza. Certamente não é para isto que a nossa história deveria nos remeter. O Atlético foi construído em cima de muito sacrifício, de abnegação de muitas pessoas e de toda uma “nação fanática” e não pode “condicionar” a naturalidade, expansividade e a extroversão de sua paixão, em nome de uma modernidade.

Neste final de semana, muitas decisões de campeonatos estaduais mostraram através das imagens de tv, vários adereços como bandeiras (com mastro e no maior estádio do mundo), sinalizadores, papel picado, faixas e tantos outros objetos que as torcidas utilizam e que, em nosso estádio, na nossa casa, no nosso “mais temido estádio do Brasil” a diretoria proíbe insistentemente.

Se quiserem “acabar” com a alegria e a magia da torcida atleticana é fácil, basta continuar insistindo neste tipo de atitude e, em pouco tempo, nos tornaremos uma torcidinha comum, de time comum, de resultados comuns. Basta olhar a história. Nossos principais rivais aqui na capital, viveram uma década de ouro, desprezaram os torcedores mais humildes, acharam que já tinham assegurado um lugar no olimpo e depois disto, entraram “na fila” por anos seguidos para ganharem minguados títulos em sua história e acabarem na segunda divisão do brasileirão. Nós estamos perdendo algumas decisões porque a imposição de algumas condutas quebraram a harmonia e a interação entre o clube e o nosso maior patrimônio: a fanática torcida atleticana.

Que este texto, com a finalidade de um alerta, não passe despercebido e em vão por aqueles que dirigem e comandam o Atlético. Só se tornam temerosos aqueles que demonstram integração e união. A torcida e o Clube Atlético Paranaense não podem e não merecem cair na vala dos comuns.

“Simbora tristeza”.



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