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16 abr 2006 - 10h46

Começo

E eis que finalmente começou o que interessa: o brasileirão. Não mais ficaremos, nas tardes/noites de sábado e domingo ligados nos campeonatos europeus (pelo menos não até o final de agosto). Parabéns aos virtuais campeões Barcelona, Chelsea, Juventus e Bayern. Sinto muito Milan, Real Madrid, Manchester United e Hamburgo, fica para a próxima temporada. Agora nosso interesse está aqui, na Pindorama, e esse interesse vai até 03 de dezembro próximo vindouro.

E já começaram as previsões cabalísticas dos filósofos, doutores, catedráticos, cientistas, matemáticos, profetas e mães de santo. E é claro que nosso Furacão não é cotado como postulante ao título de campeão brasileiro de 2006. Aí vem a pergunta: deveria?

Começa o campeonato brasileiro de 2006 e eu não sei qual é a expectativa oficial do comando atleticano em relação à participação do Furacão. Acho que deveríamos saber. Serviria para não termos falsas esperanças em relação à posição que ocuparemos em 03 de dezembro. Será que seremos campeões? Ou a meta é uma vaga na Libertadores? Na verdade, uma vaga na Sulamericana estará de bom tamanho? Ou então o planejado prevê que não caindo já está “mir de bom”? O que devemos esperar?

Não é justo você, que comprou o pacote na intenção de ajudar financeiramente o clube (além de poder dar uma força, no “gogó”, em todos os jogos na Arena), ter uma idéia do que esperar? Vocês receberam algum informativo, tipo “mensagem do presidente”, esclarecendo qual nossa meta nesse brasileiro de 2006? Se receberam, por favor, esclareçam-me, porque eu gostaria de saber.

Não é o jogo contra o Fluminense que vai resolver a situação recorrente do Atlético. Pode ganhar, empatar ou perder. Nem mesmo o Santos, na segunda rodada, nem o Botafogo, na terceira. O que vai realmente interessar será o resultado obtido em 03 de dezembro. E, imagino, teremos 6 meses de dúvidas e incertezas, exatamente como temos tido dúvidas desde 2002. ”Ah – dirão os acólitos de plantão – fomos vice brasileiro em 2004 e da Libertadores em 2005”. Essa questão, deixo para cada um analisar no silêncio de sua desapaixonada consciência. Somente quero relembrar (para auxiliar nessa meditação individual) as palavras de nosso excelso comandante, ditas no ano passado, em uma de suas exegeses: “um dia seremos campeões da Libertadores, mas não agora, não nesse ano de 2005”. “Sabes tu, amado líder, onde pisas, onde queres ir?”

No começo da temporada, a prioridade era a Copa do Brasil, o paranaense era dado como líquido e certo: bicampeonato. Agora os dois são passado e ficou somente a humilhação da desclassificação para ADAP e Volta Redonda. Alguns ainda tentam minimizar o paranaense, tachando-o de “peladão”, de “laboratório” e coisas piores. Amigos, perdemos feio por absoluta falta de competência. Não foi culpa de árbitros ou bandeirinhas mal intencionados, muito menos do alemão fujão: foi nossa incapacidade de furar uma retranca que qualquer atleticano de 4 anos de idade sabia que iria ser utilizada pelos dois times, quando enfrentassem o Atlético na Baixada. Não dava para treinar meios de abrir o tal do ferrolho? Daí conclui-se parecer que ninguém tem a menor idéia do que esperar do time nesse “resto de ano de 2006”.

E isso o Atlético e sua imensa torcida não merecem. Os acólitos de plantão correm em defesa, bradando: “ele fez, faz e fará!” Não discuto o passado, pois é incontestável e, de fato, é motivo de orgulho. Preocupo-me com o presente e o futuro e tenho esse direito, afinal não é positivo questionar atitudes? Afinal, a intenção de todos deveria ser o bem maior do Furacão. E que não me venham com a velha argumentação: “onde estão aqueles que poderiam fazer algo?” Numa situação onde ninguém pode falar, onde a imprensa mal tem acesso aos jogadores, onde nem os torcedores podem se manifestar, tolhidos na demonstração de sua paixão, onde tantos atos de arbitrariedade foram perpetrados, onde tantos foram desprezados, o quê esperar? União? Quem fala é acusado de sectarismo!

O tal do panfleto distribuído foi um ato de coragem, abnegação e amor pelo Atlético, desde que tenha sido produzido com a intenção de alertar e sem nenhum interesse político-financeiro. Mostra até onde chegou a insatisfação e preocupação do torcedor atleticano. Não creio que seja um libelo contra pessoas, mas sim contra rumos, o que é diferente. Se soubéssemos mais sobre o que ocorre com nosso time de coração, haveria espaço para impressão de panfletos questionadores?

Quanto à imprensa, imagino que a melhor resposta às reportagens infames deveria ser atitudes em campo e fora dele. Se quisermos ser grandes de fato, temos que lidar com a inveja e o ciúme, mas, acima de tudo, evitar dar motivo para nos denegrirem.

Então, nesse ano futebolístico que começa, que todos sejamos felizes. Aguardemos 03 de dezembro com o coração aberto e cheio de esperança. Que as alegrias sejam imensas e as frustrações, mínimas e insignificantes.

E que os erros cometidos sejam finalmente aprendidos, com humildade e esperança, para que 2007 tenha um início muito, muito melhor e seja o começo efetivo de uma grande era para nosso Furacão.



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