14 maio 2006 - 20h21

"Quero que me deixem trabalhar", diz Giva

Depois de cogitar a entrega do cargo durante a semana, o técnico Givanildo Oliveira viu seu time reencontrar o rumo da vitória diante do Santa Cruz, time em que esteve à frente durante um ano e três meses. Ao longo da semana, o técnico comandou os trabalhos normalmente no CT do Caju e montou a equipe para enfrentar seu ex-clube, apesar de dar mostras de que faria uma reflexão sobre seu futuro caso amargasse uma nova derrota.

Na entrevista coletiva à imprensa, o técnico destacou o toque de bola dos jogadores, ficou satisfeito com a vitória, minimizou os erros da equipe e espera que o time mantenha a motivação diante do Goiás, próximo compromisso do Atlético. “Espero que a gente dê um basta nesta irregularidade e possamos vencer o Goiás para termos um equilíbrio maior. Hoje na preleção eles estavam ansiosos para ganhar, eles sabiam que havia essa necessidade”. Além disso, Givanildo comentou sobre a queda do rendimento da equipe na etapa final, destacou a atuação de Moreno e falou sobre a dificuldade em dar equilíbrio e motivação de modo coletivo aos jogadores. E mandou um recado aos insatisfeitos: “Deixa dar um tempinho. Não estou querendo o tempo todo do mundo, quero apenas que me deixem trabalhar”, finalizou.

De qualquer maneira, Givanildo permanece no comando rubro-negro e conta com o apoio da diretoria rubro-negra, que continua confiando em seu trabalho. Confira os principais trechos da coletiva:

O JOGO
“No primeiro tempo o time vacilou e se perdeu um pouco, mas no segundo nós voltamos a equilibrar o jogo. Aliás, nas duas etapas os dois times tiveram muitas chances, o Atlético trabalhou bem a bola e melhorou muito nesse aspecto. Tivemos chances até demais para fazer mais gols e poder ficar mais tranqüilo no jogo. Estou satisfeito, principalmente pela vitória. Tivemos erros, sabemos disso, mas o que me deixou alegre foi ganhar o jogo porque vínhamos das derrotas para o Fluminense e Internacional, e nós tínhamos a necessidade de ganhar hoje”.

FORA DE CASA
“É complicado, mas não tem explicação o fato de jogarmos melhor fora de casa. São os mesmos jogadores. Pode ser um time diferente porque às vezes a gente muda, mas a gente fez um jogo contra o Botafogo e depois eu troquei apenas um jogador e não fomos bem contra o Internacional, a ponto de ganharmos o jogo. Eu espero que agora a gente dê um basta nisso, não é possível. Temos que ganhar em casa contra o Goiás e mostrar que o time está adquirindo uma regularidade”.

SEGUNDO TEMPO
“O problema da queda do rendimento é que o outro time também cai. Nós não estamos jogando contra ninguém, mas contra um time que jogava em casa, que queria ganhar, que estava atrás no marcador e empatou o jogo. O Valdir Espinosa fez duas substituições, colocou no jogo o Tiano, um jogador muito rápido e habilidoso, que começou a ir em cima. Tivemos dificuldades, mas esse negócio de cair o rendimento depende muito do que está acontecendo em campo. Hoje nós trabalhamos mais a bola após o gol que levamos. Ficamos mais tranqüilos. A prova disso é a torcida do Santa Cruz que começou a gritar ‘Olé’, o que não tem nada a ver. Então tem momentos do jogo q que você erra menos e nós erramos menos hoje, por isso ganhamos”.

MORENO
“O Moreno é o mesmo que jogou uns dois, três jogos atrás e não foi bem. É isso que estou falando, essa é a nossa dor de cabeça, de dar equilibro ao jogador e ao grupo, fazer com que todos joguem. O Fabrício machucou de repente, podia jogar de ala e com três zagueiros, mas não viajou. Daí o Ivan chega, trouxemos ele, mas acabou não tendo condições de jogo. E então o Moreno foi melhor em campo. Então temos que ter tempo para arrumar as coisas, porque daqui a pouco você perde e acaba queimando jogadores. Porque se perdeu tem que mudar, perdeu muda. Por isso espero que a gente vença o Goiás porque podemos ter um equilíbrio maior”.

CONHECIMENTO E OBJETIVOS
“O fato de eu conhecer o Santa Cruz não ajudou muito porque todos se conhecem no Brasil, não só entre a Série A. Trabalhei com eles, estive dentro do campo com eles no dia-a-dia, conheço todos, mas não foi isso que fez com que a gente ganhasse. Foi a maneira como a gente atuou, como nossos jogadores atuaram em campo. Na preleção eles estavam ansiosos para ganhar esse jogo, eles sabiam que havia essa necessidade”.

COMANDO
“Eu não participei da trajetória do Atlético no Campeonato Paranaense, onde o time não conseguiu se classificar, daí teve a Copa do Brasil, onde houve a desclassificação dentro de casa. Chegou o Brasileiro e nós começando perdendo dentro de casa, aí complica. Deixa dar um tempinho. Não estou querendo o tempo todo do mundo, quero apenas que me deixem trabalhar”.



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