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23 maio 2006 - 17h35

Espinhas ou chupetas?

Ouvi a entrevista do Sr. Petraglia e confesso que não gostei do que ouvi. Senti o entrevistado um tanto acuado, tentando justificar-se a todo instante, utilizando o histórico desde 1995 para compensar os erros cometidos na época mais recente.

Tudo bem, muita coisa foi feita desde 1995, mas estamos em 2006, já deveríamos ter saído da infância. Hoje, deveríamos estar vendo brotar as “espinhas” da mudança hormonal, e não, estarmos ainda fazendo uso da “chupeta e do choro”, principalmente quando as coisas não vão bem para o nosso lado, como estamos vivendo hoje.

Disse o referido senhor, que para bancar toda a estrutura, faz-se necessário que jogadores sejam vendidos todo ano, sem se importar com a estrutura do time que ficará. É reposição total. O menino Dagoberto já se queixou que não há uma política de continuidade de craques, e ele sabe muito bem, que sozinho pouco ou nada conseguirá. Todo bom jogador precisa estar cercado de bons jogadores para desenvolver um bom futebol, porque futebol é um esporte coletivo.

Então, se a idéia não é ganhar dinheiro como ele apregoou ontem na entrevista, que se diminuam as despesas e a ganância. Preocupemo-nos então, em formar bons jogadores, vendê-los, quantidade mínima possível, e tenhamos sempre em mente o objetivo principal: “ganhar títulos, ser um time vencedor, porque o resto, será mera conseqüência, tudo será mera consequência!”

Optamos por fazer o caminho inverso. E o pior, nunca tivemos um estoque de jogadores tão ruins como “este” de agora. Tenho dito que os nossos olheiros devem estar com conjuntivite há muito tempo. Não temos laterais, o Jancarlos é sofrível, não tem domínio de bola, não consegue caminhar com a bola perto dos pés, perde jogadas infantis, faz péssimos cruzamentos, acerta um em cada dez lançamentos, faz faltas desnecessárias, mata jogadas de contra-ataque, enfim, pelo lado direito não dá. E o esquerdo? Da mesma forma. Até o Michel Bastos de quem falavam maravilhas no Figueira, aqui deu em nada. Ivan? Desde os tempos de Fernandinho e Jadson, que eu já não o via o Ivan com bons olhos, não deveria ter lugar no time.

E o Danilo? Nunca vi um jogador tão ruim assim. Não sei de quem é o passe dele, mas deve ser bem apadrinhado. Contra o Goiás, perdemos o jogo por culpa exclusiva desse jogador, foi ele quem deu “alma” para o time do Goiás, que estava morto, ressuscitou somente após aquela jogada ridícula, em que ele pensou que a linha mais curta entre dois pontos é a reta, e que isso também valeria para o futebol. O jogador do Goiás, que não é idiota, interceptou com facilidade a tentativa de drible do Danilo e deu no que deu: “gol e ressureição do Goiás!”

No terceiro gol então, aquele menino de 18 anos (por que os nossos olheiros não “olharam” para esse menino?) fez um pandareco na nossa defesa. Parecia uma comédia-pastelão dos 3 Patetas. Desculpem-me os nossos defensores, mas foi a cena mais ridícula que vi em toda a minha vida. Vê-los caídos e os jogadores do Goiás se abraçando, deu-me uma vergonha desgraçada. Aí, passada a vergonha, fiquei aqui pensando, matutando: ora, se esses meninos ficam jogando bola o dia inteiro, treinando jogadas, tomando vitaminas, nadando, com nutricionista, médico, assistente social, psicólogo, em cada canto do CT, e sai essas jogadas, será que vale a pena ter um CT tão moderno, profissionais tão capazes assim, se não temos a matéria prima, se não temos o elementar, o FUNDAMENTAL, o jogador de futebol de qualidade? Por que então, manter um CT e uma despesa desse porte?

Há alguma coisa que não bate bem nessa história. Ou sou um “burro”, ou estão me enganando. Queixou-se o Sr. Petraglia da quantidade de pacotes vendidos. Deu-nos ele, a oportunidade de expressar o nosso descontentamento com o time?

A Baixada é linda, mas os “Baixadenses”, aqueles que vão à Baixada já não são mais os mesmos. Ser atleticano é lindo, mas o Atlético já não é mais o mesmo.

Na entrevista, quando o Sr. Petraglia dissertava sobre as maravilhas do CT, o Valmir Gomes (bom comentarista) perguntou, “matreiramente”, quando poderia ver isso, ou se poderia ver essas maravilhas. Foi um riso geral e o Sr. Petraglia disse, amanhã mesmo, depois que o Valmir Gomes disse que corria o risco de ser “barrado” na portaria. Emendou o sr. Petraglia, é só falar comigo que você entra. Está aí a chave da coisa, o Atlético não é mais nosso. O Atlético é um brinquedo de luxo do Sr. Petraglia. Tiraram-nos o Atlético, deram-nos um outro “brinquedinho” mais sofisticado, e disseram-nos: use, mas não abuse, não pratique excessos. O que gostávamos mesmo era do velho carrinho de rolimã, e não esses bonequinhos de espuma que estão querendo nos empurrar goela abaixo. Os “Baixadenses” de antigamente não gostam de frescura!

Se a coisa estivesse tão bem como o Sr. Petraglia falou, não haveria necessidade de estar se reportando a 1995 a todo instante da entrevista. O tempo, por si só, mostraria que ele foi um grande dirigente. Ocorre que o Sr. Petraglia, hoje, parou no tempo, está dormindo sobre os louros da vitória, os dirigentes estão dormindo tanto, que as “tartarugas” estão nos ultrapassando, mesmo nos imaginando lebres velozes.

Louve-se aqui, porém, o caráter de abertura que o Sr. Petraglia deu, abrindo-se para entrevistas. Penso que foi um dos momentos de maior audiência daquela rádio que patrocinou a entrevista. Li depois que o Sr. Petraglia havia ido a outra emissora FM.

Bom, isso é bom, o Atlético é notícia, o Atlético vende jornal, vende pacote, vende comida, vende bicicleta, vende espaço em estádio, enfim, o Atlético vende tudo, é um produto altamente rentável, e é uma injustiça tremenda deixá-lo longe do foco da mídia. Por esse lado, a entrevista do Sr. Petraglia foi altamente positiva.

Ele falou que o Morais só dá certo no Maracanã, engano dele, assim como se enganaram com o Netinho. O que houve com o Netinho e haverá com quantos outros que passarem pela Baixada, é que, para jogar bem, faz-se necessário estar em um time bom, faz-se necessário a companhia de jogadores que também joguem bem. No estado que o time do Atlético chegou, podem colocar quem quiser ali, individualmente, que não dará certo, mas não dará certo, mesmo! É necessário manter uma boa base, jogadores bons, podem ser até razoáveis, mas não pode ter ninguém que destoe muito, que fuja muito do padrão “bom” para os boleiros. Qualquer boleiro sabe, que em qualquer escolha de time para jogar, em qualquer par ou ímpar, que um atleta pode, às vezes, comprometer o time todo.

É isso que está acontecendo com o nosso time. O padrão do time é tão ruim, que podem colocar quem quiser para construir jogadas, que não dará certo. Infelizmente, chegamos a esse terrível ponto!

Espero, sinceramente, que o Sr. Petraglia consiga dar a volta por cima, consiga descobrir uma luz no final do túnel, porque eu já estou perdendo as esperanças.



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