1 jun 2006 - 10h59

Análise de Cruzeiro 1 x 1 Atlético, por Marcel Costa

Análise de Cruzeiro 1 x 1 Atlético
por Marcel Costa, colunista da Furacao.com.

O futebol é, de fato, um esporte imprevisível. Quem racionalmente diria que o Atlético poderia equilibrar o jogo contra o Cruzeiro, um dos ponteiros do campeonato, em pleno Mineirão? Conheço somente uma amiga que acreditava no milagre dos três pontos, mas esta certamente pesou mais sua paixão do que a própria razão.

O Atlético fez uma boa partida ontem. Dominou as ações e pouco foi incomodado pelo inexplicavelmente acanhado Cruzeiro. Com uma atuação impecável da dupla de volantes, o Furacão acabou com a criação de jogadas do adversário e só não criou chances claras para vencer, pois nossas limitações técnicas são conhecidas. Alan Bahia “perseguiu” o talentoso Wagner durante os noventa minutos e ainda achou espaço para finalizar a gol, decretando o placar final do jogo. Já Erandir saiu mais para o jogo, fez bons passes, lançamentos e parecia armar o time com o espaço que lhe foi proporcionado em campo.

O resultado poderia ser outro, certamente, mas o empate foi justo, pelo que ambas equipes fizeram em campo. O Cruzeiro contou com a colaboração da arbitragem que não enxergou o empurrão de Élber em Cléber, mas também teve azar na perfeita cobrança de falta de Carlinhos Bala na trave. O Atlético, por sua vez, empatou graças àquele que até então impedia a concretização deste resultado, o goleiro Fábio. Em todas finalizações anteriores, defesas seguras do paranaense. Na última delas, uma absurda ajoelhada, em uma bola que, apesar de forte, não exigiria muito de um goleiro com sua capacidade técnica. Alan Bahia agradece, o Atlético agradece, afinal este ponto deverá ser importante mais para frente.

Do empate no Mineirão fica uma lição para Givanildo. Neste time limitado do Atlético, Evandro e Denis Marques estão em outro nível. Ambos têm qualidade de sobra para estarem entre os titulares, especialmente jogando fora de casa em um campo gigante, com espaço para criar, driblar e finalizar. Domingo o Atlético enfrenta o Palmeiras, assombrado pelo fantasma de 2002, quando foi rebaixado para a segunda divisão. Oportunidade fantástica para vencer, somar 13 pontos e assistir a Copa do Mundo na zona intermediária, longe dos líderes e dos desesperados, na verdadeira zona morta da competição, sem grandes emoções ou preocupações. Em julho, após o Campeonato Mundial, surgirá a esperança de vermos um Atlético mais maduro, competitivo e sem a fragilidade do primeiro semestre.



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