13 jun 2006 - 13h31

Fifa proíbe “naming rights” no Mundial

Dos 12 estádios que recebem jogos da Copa do Mundo, na Alemanha, sete foram rebatizados pela Fifa especialmente para o mundial, recebendo o novo nome de “Estádio WM Fifa”. Isso porque a entidade optou por retirar vestígios de patrocinadores que não estão envolvidos com a competição, como as marcas que "batizam" os estádios de futebol – os “naming rights”, bastante comum nas principais praças esportivas européias e implantado de maneira pioneira pelo Atlético no futebol brasileiro.

Dessa forma, as praças de Munique, Hamburgo, Frankfurt, Hannover, Colônia, Gelsenkirchen e Dortmund tiveram seus nomes modificados. Além do nome, todas as placas de publicidade com menções às empresas que não estão entre os patrocinadores oficiais da competição foram retiradas das arenas alemãs.

Naming Rights

Em março do ano passado, o Atlético anunciou de maneira pioneira no futebol brasileiro a parceria com a fabricante japonesa Kyocera Mita América, sendo o primeiro contrato de “naming right” (direito sobre o nome) do futebol brasileiro. Dessa forma, o estádio Joaquim Américo passou a ser denominado Kyocera Arena.

A união, até então inédita no Brasil, já era bastante comum nas praças esportivas da Europa e Estados Unidos. O primeiro "naming right" dos Estados Unidos, por exemplo, surgiu em 1972, no estádio do Buffalo Bills, em um acordo entre a Rich Products e Erie County (dono do clube) para a construção do novo estádio da cidade – Rich Stadium. Em 1986, a NBA aderiu à proposta, com a ARCO e o Sacramento Kings se unindo para a construção da então nova ARCO Arena.

Na Alemanha, os “naming rights” dominam as principais praças esportivas que sediam jogos da Copa do Mundo. Em Munique e Hamburgo, os estádios são patrocinados respectivamente pela Allianz e AOL. O estádio de Nuremberg também perdeu o nome de seu patrocinador (o banco alemão Norisbank, com o seu cartão de crédito, easyCredit) e retomou sua antiga alcunha, Frankenstadion.

Poucos foram os estádios que conseguiram manter seus nomes originais. Stuttgart, a cidade que sedia o grupo automobilístico Daimler-Benz, manteve o Gottlieb Daimler no seu nome, uma homenagem a um dos fundadores do grupo. O mesmo ocorreu com o Fritz Walter Stadion, em Kaiserslatuern, o Centralstadion, em Leipzig, e o Olympiastadion, em Berlim.

Para mudar os nomes dos estádios alemães durante a Copa do Mundo, a Fifa pagou pelo uso temporário das premissas das arenas durante as quatro semanas da competição. Dessa forma, apenas os 15 patrocinadores oficiais da copa podem ter suas marcas divulgadas nos estádios e ao redor deles durante o Mundial. Há também seis "patrocinadores nacionais" da competição, como Deutsche Bahn e EnBW, que pagaram 13 milhões de euros (R$ 37 milhões) pelo direito de uso do título dentro da Alemanha em anúncios comerciais.

Informações: BBC Brasil (adaptada)



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