11 set 2006 - 10h26

Análise de Inter 2 x 0 Atlético, por Priscila Pacheco

Análise de Internacional 2 x 0 Atlético
por Priscila Pacheco

Depois de uma bela vitória sobre o Paraná Clube na Sul-Americana, o Atlético foi embalado para Porto Alegre enfrentar o atua campeão da Libertadores, com o objetivo de voltar com os três pontos na bagagem, e seguir mais confiante no campeonato brasileiro.

Enquanto o Inter encontra-se na zona de classificação da Libertadores, o Atlético buscava uma vaga entre os classificados na Sul-Americana.

A dúvida entre os torcedores era se o Atlético apresentaria o mesmo futebol de quarta-feira, contra o Paraná, ou o mesmo de domingo passado contra o Botafogo. Pois é, infelizmente, seguimos com a segunda opção.

O jogo foi bastante sem graça para a torcida atleticana, pois as chances de gol que tivemos foram mínimas, nosso poder ofensivo simplesmente sumiu. Para ser mais exata, chegamos com perigo ao gol do Inter duas vezes no primeiro tempo, com um gol inacreditavelmente perdido por Denis Marques, e outro, onde Michel soltou uma bomba no travessão de Clêmer. Agora, para a torcida do Inter, o jogo foi muito bom, pois o time gaúcho apresentou um belo futebol. Já nos primeiros minutos de bola rolando, em um levantamento de Fabiano pela esquerda para Fernandão, que de cabeça ajeitou para Adriano, livre, marcar o primeiro gol da partida.

O primeiro tempo seguiu assim, sem criação no meio de campo, conseqüentemente sem a bola chegar para o ataque, e uma fraca marcação, deixando jogadores como Fernandão soltos. Apenas no final o Atlético esboçou uma reação, porém em vão. Já o Inter apresentou mais velocidade, precisão nos passes e maior poder ofensivo.

No segundo tempo o Atlético deveria voltar mais determinado, devendo buscar pelo menos o empate, porém, não foi isso que aconteceu, e nossa situação piorou depois de tomarmos o segundo gol da partida, em uma bola aérea, com Fabiano marcando de cabeça.

Depois disso, Vadão resolveu mexer, tirando um meia ofensivo, Ferreira, para a entrada de um volante, Alan Bahia, com o objetivo de fechar o meio de campo. Depois outra mexida, agora na zaga, estreando Rhodolfo, saindo Erandir. Porém as substituições foram em vão, pois o Atlético continuou jogando mal. A última tentativa de Vadão, foi sacar o meia William, para a entrada de Paulo Rink, estreando no campeonato, com o objetivo de aumentar o poder ofensivo, mas nem com três atacantes foram criadas jogadas para diminuir o prejuízo.

O Atlético jogou mal, não reagiu, foi apático, sem graça, destacando-se Ferreira, que sumiu no jogo, William e Erandir, que fizeram uma péssima partida. O resultado de 2×0 foi pouco, pois contamos com a sorte, se não fosse a trave amiga, certamente voltaríamos goleados de Porto Alegre.

Assim, amarguramos uma 14ª colocação, com 27 pontos, mesma pontuação da Ponte Preta, 17º colocado. Situação preocupante para um time que estava embalado no campeonato, buscando melhores posições na tabela.

Agora precisamos saber qual é o verdadeiro Atlético, o de quarta-feira ou de domingo passados?

Priscila Carvalho Barreto Pacheco é colaboradora da Furacao.com. Clique aqui para entrar em contato com ela.

O texto acima não representa necessariamente a opinião dos integrantes da Furacao.com e seu autor se responsabiliza integralmente pelo conteúdo.



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