21 set 2006 - 0h28

Análise de Goiás 2 x 2 Atlético, por Gustavo Rolin

Análise de Goiás 2 x 2 Atlético
por Gustavo Rolin

Em um dos piores jogos do ano, o Atlético conseguiu um bom resultado em Goiânia. Sim, continuamos perigosamente próximos da turma do rebaixamento. Mas pelas circunstâncias do jogo, ganhamos um ponto que pode ser muito importante e impedimos um concorrente de nos ultrapassar no confronto direto.

O jogo foi fraco tecnicamente desde seu início. Chutões, divididas sem bola, faltas grosseiras e desnecessárias. Jogo digno de dois times que estão em situação preocupante no campeonato. O Atlético manteve sua sina: em jogos fora de casa, sofre gols logo no início. E de que forma? De cabeça, sempre de cabeça! Impressionante como sofremos gols de cabeça! Os estatísticos que me corrijam, mas não deve haver time no Brasil que sofra tantos gols de cabeça como o Furacão. É um problema crônico, independe da zaga ou do técnico. No primeiro gol, falha coletiva da zaga e de Cléber, que deixou a bola cruzar a pequena área até chegar em Leonardo. E no segundo, liberdade total para o esmeraldino cruzar e achar o artilheiro Souza dentro da área, que chegou a se abaixar para cabecear. Onde estava Danilo? Estava a uns três metros de distância, tentando marcar Souza esticando sua perna. Marcação eficiente, não? Falando de Danilo, será que alguém um dia irá pedir para ele parar com seus lançamentos? Desafio alguém a me indicar um gol que tenha surgido com os chutões de nosso capitão.

O primeiro tempo continuou morno, sem emoções. O Goiás satisfeitíssimo com o resultado e o Atlético sem vontade alguma. Vendo Vadão na beirada do campo, inerte, lembro-me de seu antecessor. Quanta diferença do outro lado: Geninho gritando, gesticulando, orientando, cobrando. Vadão, você é um dos treinadores que mais conhecem o Atlético. Por favor, vibre! Cobre de nossos jogadores!

O Atlético voltou para o segundo tempo com duas alterações: Paulo Rink e Válber no lugar de Marcos Aurélio (apagadíssimo!) e Ferreira. Vadão queria um time mais veloz e envolvente. Realmente o time criou mais chances com as substituições. Mas perguntar não ofende: não seria mais indicado tirar Denis e Cristian? O time não ficaria ainda mais rápido? Cristian, aliás, merece voltar ao banco. Displicente, sem raça e desconcentrado, voltou a ser o Cristian recém chegado do Paulista. Válber, por sua vez, merece a titularidade. Sempre entra bem e hoje não foi diferente. Criou e incomodou bastante a zaga goiana. Paulo Rink ainda precisa de mais ritmo de jogo, mas é inegável que dentro de nosso elenco, é diferenciado. Foi autor de uma linda jogada, que terminou num chute de Denis Marques, na trave do goleiro Harlei.

Mesmo com o time um pouco melhor, ousando mais, tudo levava a crer que restavam quarenta e cinco minutos para uma nova derrota atleticana. Todavia, Michel diminuiu aos vinte e nove minutos, com um chute cruzado. O empate, porém, só passou a ser vislumbrado nos minutos finais do jogo. E ele veio! William, que havia entrado no lugar de Jancarlos, de cabeça. De novo ele, de novo nos acréscimos. Quantas vezes mais passaremos por isso?

Balanço do jogo: os erros na zaga e a falta de vontade persistem, Cristian deve ceder lugar a Válber e a sorte está sorrindo para nós. Não acredito que seremos rebaixados, mesmo com um time nitidamente fraco. Mas para isso, Vadão deve exigir (grite Vadão!!!) o máximo dos jogadores. Se eles acharem que são algo que não são, o Atlético será presa fácil para qualquer adversário. Sábado, mais um jogo decisivo contra o São Caetano, na Baixada.

Que os ventos que sopraram por aqui em 2001 voltem a soprar neste jogo.

Gustavo Rolin é colaborador da Furacao.com. Clique aqui para entrar em contato com ele.

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