30 set 2006 - 11h14

São-paulino acusa torcida atleticana de vandalismo

Apesar de o duelo entre Atlético e São Paulo ter um histórico de rivalidade, alguns são-paulinos parecem não fazer o mínimo esforço para criar um clima de cordialidade na partida de hoje.

Em entrevista à Agência Estado e publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, o meia Souza acusa a torcida do Furacão de “atirar pedras” no banco de reserva dos adversários. “Na Arena parece que a gente está jogando um mata-mata da Libertadores: não pode sair do banco de reservas porque a torcida atira pedra e cospe nos jogadores. Mas estamos acostumados com esse clima de guerra”, bravejou.

Alguns dirigentes são-paulinos se apressaram em tentar apagar o incêndio provocado por Souza. “A guerra vai ser apenas dentro de campo”, disse o superintendente Marco Aurélio Cunha. “Não teremos seguranças extras, mas estaremos mais precavidos.”

Ao acusar a torcida rubro-negra de vandalismo, Souza não apenas se equivocou, mas foi maldoso e infeliz. A Kyocera Arena já foi, sim, interditada por três vezes, por arremesso de copos plásticos dentro do campo. Ao contrário do Morumbi, não há como entrar com pedras no estádio, nem mesmo pedaços de madeira podem ser arrancados das arquibancadas, como ocorre no antigo campo tricolor. Além disso, desde os episódios que resultaram na interdição da Baixada, a torcida atleticana tem tido um comportamento exemplar, inclusive ajudando os seguranças do estádio e a Polícia Militar a identificar possíveis vândalos infiltrados nas arquibancadas.

Na tarde de hoje, Souza pode ter uma certeza: a pressão da torcida atleticana será mesmo infernal. Mas no grito.



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