10 out 2006 - 10h18

Para Paulo Rink, River vem embalado

Cumprindo o dito de que o bom filho a casa torna, ele está de volta. Após nove anos distante do time de seu coração, o atacante Paulo Rink voltou a vestir a camisa rubro-negra. Na noite desta segunda-feira, durante a campanha "Solidariedade, esta camisa só se veste por amor", um dos grandes ídolos da torcida atleticana conversou com a Furacao.com sobre seu retorno e suas expectativas.

Paulo Rink chegou ao Atlético em um momento delicado, logo após a goleada em casa para o Botafogo. Além das dificuldades na classificação, o time também sofria com as constantes alterações na escalação. "Desde que cheguei o Atlético enfrenta dificuldades no Brasileiro. Mas eu me sinto muito bem de ter voltando, o time melhorou e o grupo me recebeu muito bem", contou. Fora de campo, a torcida atleticana o recebeu de braços abertos, o que surpreendeu o atleta. "A torcida me recebeu muito bem. Até me surpreendeu na minha primeira partida. Sempre demonstrei o desejo de voltar e honrar de novo a camisa do Atlético", disse.

Rapidamente, ele se tornou um homem de confiança do técnico Vadão, mesmo no banco de reservas. Como todo atacante, estava ansioso para ser titular e marcar novamente pelo Furacão. Mas o gol tão sonhado demorou sete partidas para sair. Nestes jogos, o atacante estava entrando apenas no segundo tempo. Mas contra o Juventude, quando ganhou a posição de titular, Paulo Rink balançou a rede adversária e tirou das costas o peso de todo atacante. "Eu não estava pressionado, até por não estar jogando como titular. Mas acho que esse gol contra o Juventude me aliviou até", analisou. O gol ainda foi de cabeça, uma das características mais fortes do jogador, que atingiu a marca de 80 gols marcados com a camisa atleticana. "Espero que esse seja o primeiro de muitos ainda que eu possa vir a fazer e comemorar junto com a torcida, quem sabe nesta quita-feira", declarou ele, que é o sétimo maior goleador da história do Atlético.

Paulo Rink ainda precisa fazer 77 gols para alcançar Sicupira, o maior artilheiro rubro-negro. Como a marca está distante, ele não se preocupa com ela. Por enquanto, o que o jogador quer mesmo é voltar a usar a camisa número 11, com a qual fez história na década de 90, ao lado de Oséas. Com ela, Rink ajudou o time a subir para a primeira divisão e foi artilheiro do Campeonato Paranaense de 97, com 21 gols. "Demorei muito tempo para ficar fixado com a 11 naquela época. Acho que não vai ser de um dia para o outro também, mas sempre que tiver a 11 dando bobeira, vou tentar ficar com ela", comentou.

Sobre o jogo de volta das oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, Rink espera um duelo complicado. Para ele, a vitória do adversário sobre o Boca Juniors tornará o jogo ainda mais difícil. "O River vem embalado, já que eles ganharam do Boca. A gente tem uma dificuldade muito grande pela frente. Nós ganhamos lá, mas não foi aquela facilidade. Tenho certeza que vai ser outro jogo muito difícil aqui na Baixada" disse o atleta, que finalizou fazendo um apelo aos torcedores: "Tenho certeza que com o apoio da torcida nós vamos sair classificados para a próxima fase".



Últimas Notícias

Sul-Americana

Caminhando pela América

Dentro de uma semana o Athletico volta a campo na primeira partida da equipe principal e num dos torneios cobiçados pelo clube na temporada: a…