31 out 2006 - 12h27

Mirando na Libertadores

Faltam apenas sete rodadas e é preciso tirar uma diferença que hoje é de sete pontos. Para chegar à zona de classificação à Libertadores da América, o Atlético terá de superar quatro times (Vasco, Paraná, Botafogo e Cruzeiro) e ainda torcer contra a ascensão de outros dois (Figueirense e Goiás). Segundo o matemático Marcelo Leme de Arruda, as chances são de diminutos 3,9%. O panorama não é dos melhores, mas mesmo assim a torcida atleticana ainda sonha com a possibilidade de o Furacão terminar o Brasileirão entre os cinco primeiros e conquistar uma vaga na Copa Libertadores da América de 2007.

Arrogância, delírio, exagero? Nada disso. Há pelo menos dois bons motivos que fundamentam a esperança rubro-negra. O primeiro deles é qualidade do futebol apresentado pelo time nas últimas partidas. O Atlético não perde desde o aguerrido 3 a 2 para o Juventude, em Caxias do Sul, no início do mês passado. De lá para cá, foram sete jogos iniciados com três empates e seguidos por quatro brilhantes vitórias. Nos três últimos jogos, a equipe marcou 12 gols. Nas duas últimas partidas, Marcos Aurélio e Denis Marques fizeram gols belíssimos, como há muito tempo não se via no futebol brasileiro. O encanto produzido pelo futebol solidário, de velocidade e raça do Atlético encheu de orgulho o torcedor atleticano.

Outro fator que permite sonhar com os pés no chão por uma vaga na Libertadores é um tanto quanto inexplicável para os que analisam futebol com a razão. Talvez só mesmo os apaixonados atleticanos possam compreender. Trata-se de uma característica peculiar do rubro-negro, a de acreditar sempre. Esta fé foi construída ao longo de 82 anos de história. Nesse período, tantas e tantas vezes deram o Atlético por acabado e o time foi lá e venceu, virou um jogo, conquistou um campeonato de forma espetacular e orgulhou sua nação. Agora não há de ser diferente. A exemplo do que já ocorreu na própria temporada de 2005, o Rubro-Negro superou todas as dificuldades, chegou à final da Libertadores e terminou o Brasileiro em sexto lugar depois de começar o campeonato sem uma vitória nas dez primeiras rodadas.

Por isso, não é loucura acreditar. Aliás, muito ao contrário. Por tudo o que este clube representa, é uma obrigação da torcida atleticana acreditar que ainda é possível terminar na zona de classificação à Libertadores. Com muita humildade, é verdade. Se não for possível, tudo bem. Mas enquanto houver esperanças matemáticas, estaremos sonhando.

Desafio

O primeiro desafio nesta nova caminhada será nesta quarta-feira, às 19h30, na Kyocera Arena. O Atlético recebe o Vasco da Gama, que tem sete pontos a mais e hoje ocupa a última vaga destinada à Libertadores. Para continuar sonhando, o Furacão precisa obrigatoriamente de uma vitória, de modo que a reduzir a diferença para quatro pontos. Para isso, terá de enfrentar uma série de obstáculos. O time não terá o atacante Denis Marques, em fase inspiradíssima e de bem com o gol. Para o seu lugar, um substituto ideal: Paulo Rink, ídolo da torcida e autor de um dos gols mais bonitos em jogos contra o Vasco na Baixada, marcado no Brasileiro de 96. O restante do time terá de superar o cansaço causado pela para maratona de jogos.

Por fim, time e torcida terão de enfrentar pela frente o aguerrido time do Vasco da Gama, que vem com um excelente retrospecto fora de casa e certamente fará dos jogos mais difíceis deste ano. Por todos esses motivos, o jogo desta quarta-feira tem muitos ingredientes para ser mais uma vez um espetáculo. Demorou um pouco, mas finalmente os jogos na Baixada voltaram a ser uma atração à parte. Conte as horas para ir ao estádio, torcedor. Nossa contagem regressiva já começou.

Campeonato Brasileiro – (01/11/06) – Atlético x Vasco
L: Kyocera Arena; H: 19h30; A: ; T: Premiere Esportes e Banda B (AM 550).

ATLÉTICO: Cléber; Evanílson, Danilo, João Leonardo e Michel; Erandir, Alan Bahia, Cristian e Ferreira; Marcos Aurélio e Paulo Rink. T: Vadão.

VASCO: Cássio; Tiago Maciel, Jorge Luiz, Dudar e Diego; Ygor, Andrade, Coutinho e Ramon; Jean e Leandro Amaral. T: Renato Gaúcho.



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