2 nov 2006 - 11h40

Invencibilidade da união

Oito jogos invicto, 25 gols marcados, 14 sofridos e uma média superior a três gols por partida. Com esse retrospecto (veja abaixo a lista de jogos em que o Atlético está invicto), fica evidente que o Furacão está vivendo uma ótima fase nas duas competições de que está participando. No Brasileiro, a espetacular vitória sobre o Vasco da Gama, adversário direto na briga por uma vaga na Libertadores 2007, acendeu novamente a chama da esperança no torcedor. O sonho ainda está longe de se concretizar e a maratona será longa, mas o futebol e a raça mostrados pelo time atleticano nos últimos jogos levam a crer que nada é impossível. Na Sul-Americana, a equipe rubro-negra enfrentará pela segunda vez um time mexicano nas semifinais de um torneio continental. Em 2005, pela Libertadores, o Chivas Guadalajara foi eliminado pelo Furacão da disputa pelo título. Neste ano, o Pachuca estará no caminho do Atlético.

Somente nos últimos quatro jogos, os atleticanos balançaram 18 vezes as redes adversárias. Os gols têm saído dos pés e das cabeças de zagueiros, volantes, laterais, atacantes e meias, o que demonstra que o Furacão é um time democrático. Todos estão deixando suas marcas. Não há estrelas, mas um grupo unido e forte. O goleiro Cléber, apesar de não marcar, tem tido desempenho importante para evitar os gols adversários e ajudar a sacramentar as vitórias.

A última derrota foi para o Juventude, por 3 a 2 , há um mês. Ou seja, o Rubro-Negro não sabe o que é perder há oito jogos, em partidas válidas pelo torneio continental e pelo campeonato nacional. Na Kyocera Arena, a torcida não vê uma derrota atleticana também há oito partidas. A última foi para o Botafogo, no dia 3 de setembro. Ou seja, o time está há quase dois meses invicto no Caldeirão.

A hora da virada

O segundo semestre do Atlético tem sido o oposto do primeiro. No início do ano, a equipe foi eliminada prematuramente do Campeonato Paranaense e da Copa do Brasil. Depois da Copa do Mundo e da chegada de um velho conhecido, o técnico Oswaldo Alvarez, o Rubro-Negro tomou um rumo diferente. Hoje, o time está nas semifinais da Copa Sul-Americana, sendo o único representante brasileiro na competição, saiu da zona inferior da tabela para uma tranqüila sétima colocação e tem o segundo melhor ataque do Brasileiro – o time já marcou 55 gols.

Esta seqüência de bons resultados deve-se a vários fatores. Torcida e comissão técnica voltaram a se unir em prol de uma paixão, um objetivo, e juntos têm protagonizado jogos emocionantes. Além disso, é importante destacar o papel importante exercido pelo motivador Evandro Motta, contratado após a derrota para o Internacional, no dia 10 de setembro. O apoio dele foi reconhecido publicamente pelo técnico Vadão, que ressaltou a relevância do resgate da confiança.

É inegável que o reforço de alguns jogadores também contribuiu para a subida de produção do time. Os atacantes Marcos Aurélio e Paulo Rink, o lateral-direita Evanílson, o lateral-esquerda Michel e o volante Marcelo Silva passaram a jogar no segundo semestre e colaboraram decisivamente para diversas vitórias. Outros atletas que estão no clube há mais tempo têm se superado e mostrado que a camisa atleticana só se veste por amor. O goleiro Cléber, por exemplo, tem sido um dos pontos de equilíbrio do time em momentos decisivos e tem fechado a meta atleticana. O sistema defensivo, muitas vezes criticado, tem realizado atuações impecáveis. Os laterais também têm sido muito importantes, seja em cobranças de faltas, auxiliando na defesa ou indo ao ataque. O meio-campo atleticano está marcando, defendendo, atacando e criando jogadas inesquecíveis. A dupla de ataque titular e artilheira, formada por Denis Marques e Marcos Aurélio, tem causado pesadelos aos adversários, tamanha agilidade e beleza de suas jogadas. Juntos, os dois já marcaram 27 gols na temporada. Sem dúvida alguma, um ataque que a cada dia se mostra mais eficiente.

Mas o principal fator para a boa fase é a união do grupo. Nas últimas partidas, o Atlético deixou claro que não é um time de apenas 11 jogadores, e sim uma equipe que tem peças de reposição tão boas e tão necessárias como os que começam as partidas. Se um jogador titular desfalca o time, o escolhido para substituí-lo entra em campo e mostra a mesma vontade e se enquadra no estilo de jogo. É algo que o técnico Vadão chamou de “família atleticana”.

Esta é a virada atleticana. A virada da raça, do amor, da motivação, da alegria, a virada da união atleticana.

Relação dos últimos jogos:
08/10 – Atlético 1 x 1 Cruzeiro – Brasileiro
12/10 – Atlético 2 x 2 River Plate – Copa Sul-Americana
15/10 – Palmeiras 2 x 2 Atlético – Brasileiro
19/10 – Nacional 1 x 2 Atlético – Copa Sul-Americana
22/10 – Fortaleza 3 x 4 Atlético – Brasileiro
25/10 – Atlético 4 x 1 Nacional – Copa Sul-Americana
28/10 – Atlético 4 x 0 Paraná – Brasileiro
01/11 – Atlético 6 x 4 Vasco – Brasileiro



Últimas Notícias

Copa do Brasil

Era uma vez…..

…. um time que vencia mas não convencia. Um time que tinha alguns padrões bem definidos e que quase sempre se repetiam jogo após jogo:…