26 nov 2006 - 17h50

Ainda bem que foi de portões fechados

A punição imposta pelo STJD, que obrigou o Atlético a enfrentar o Figueirense na Vila Capanema de portões fechados, acabou sendo um alívio para os torcedores rubro-negros. Eles foram poupados de ir ao estádio e assistir de perto a uma melancólica atuação do Rubro-Negro. Talvez abalado pela eliminação na Copa Sul-Americana ou desorientado em função da ausência de ambição no Brasileiro, o time jogou de maneira apática e perdeu por 4 a 1 para o adversário catarinense. Além de ficar em situação mais difícil para obter uma vaga para a Sul-Americana 2007, o Atlético não conseguiu quebrar o tabu de nunca ter vencido o Figueira em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, em Campinas, o Atlético fará sua despedida nesta temporada, enfrentando a já rebaixada Ponte Preta.

O primeiro tempo foi sonolento. O Atlético parecia abalado com a eliminação na Copa Sul-Americana e os jogadores entraram em campo já em ritmo de férias. A ausência de torcedores – a partida foi realizada sem a presença da torcida no Estádio da Vila Capanema em função de punição imposta pelo STJD – contribuiu para deixar a partida com cara de treinamento. O primeiro tempo teve pouquíssimos lances agudos, a maior parte deles criada pelo time catarinense. Cléber fez uma defesa milagrosa aos 16 minutos, evitando aquele que seria o primeiro gol do Figueira em um chute forte de Schwenck dentro da área.

Logo depois deste lance, os microfones da emissora de televisão captaram os gritos do técnico Vadão, que pedia desesperadamente para Paulo Rink chamar a atenção de seus companheiros e fazer o time "acordar". O recado não surtiu muito efeito. O Rubro-Negro até melhorou um pouco a partir dos 30 minutos e chegou a criar algumas jogadas no lado direito de ataque, com Evanílson, Ferreira e Paulo Rink. O melhor momento foi aos 35, quando Denis Marques recebeu na meia-lua e arriscou o chute. O goleiro Andrey estava adiantado, mas não teve muitas dificuldades para encaixar a bola.

Nos instantes finais, o Figueirense foi premiado pela maior boa vontade na etapa inicial. Aos 44 minutos, o lutador Schwenck fez boa jogada pela direita e cruzou para Fernandes, que veio de trás e completou de pé direito no canto de Cléber. Se demonstraram apatia dentro de campo, os jogadores pelo menos tiveram a virtude de se revoltarem com o gol sofrido. A caminho dos vestiários, o lateral Evanílson disse que os jogadores precisariam de uma conversa séria no intervalo. O técnico Vadão resumiu o que estava ruim e precisaria ser mudado na etapa final: tudo.

Nada mudou

A insatisfação do treinador ficou evidente quando o Furacão retornou para a segunda etapa com William e Válber nos lugares de Cristian e Paulo Rink. Mas nem a mudança de dois jogadores alterou a forma de o Atlético encarar a partida. Ainda sonolento, a equipe assistiu ao Figueirense ampliar o marcador logo aos 5 minutos. Após uma cobrança de falta na área, William não conseguiu cortar e Chicão ficou com a sobra. Com grande tranqüilidade, o zagueiro do Figueira invadiu a área e deu um toquinho por cima de Cléber, que saiu da meta na tentativa frustrada de evitar o segundo gol.

Grogue, o Atlético só deu esboço de reação com dez minutos de atraso e mesmo assim de forma tímida. Denis Marques arriscou de fora da área e Andrey fez fácil defesa. Dava a impressão de que o Atlético só resolvia jogar de dez em dez minutos. Aos 25, Chico chutou cruzado e Denis Marques desviou para o fundo da rede. A arbitragem anulou o gol e marcou impedimento do atacante, que realmente estava à frente da zaga no momento do passe.

Aos 35 minutos, o Figueirense ampliou a vantagem em um lance que retratou bem o que foi o jogo. Após cobrança de escanteio da direita, a zaga do Atlético perdeu a disputa no jogo aéreo e ninguém teve vontade de disputar a bola com Schwenck, que tentou duas vezes antes de empurrar para o fundo da rede. Parecia até que o jogo havia sido paralisado pelo árbitro, tamanha a apatia dos jogadores atleticanos.

O Atlético chegou a descontar aos 38, quando Denis Marques desviou de cabeça um cruzamento de Válber, após uma cobrança de escanteio na direita. Mas as esperanças de reação foram logo sepultadas aos 42 minutos. Tucho driblou Marcelo Silva na área e chutou colocado no canto esquerdo de Cléber, que não conseguiu chegar na bola e levou o quarto gol. Triste despedida do Atlético em Curitiba nesta temporada.

%ficha=531%

Melhores momentos da partida

Primeiro tempo
09 min – Após cobrança de escanteio, Paulão cabeceia e a bola passa perto.
16 min – Schwenck chuta à queima-roupa e Cléber faz uma defesa espetacular.
23 min – Schwenck cabeceia e Danilo salva o Atlético.
27 min – Ferreira cruza da direita, mas ninguém chega.
29 min – Soares cruza da direita, Tucho cabeceia e Cléber faz a defesa.
35 min – Denis Marques arrisca de fora da área, mas Andrey defende.
44 min – Gol do Figueirense. Fernandes completa cruzamento da direita e abre o placar.
46 min – Fim do primeiro tempo.

Segundo tempo
05 min – Gol do Figueirense. Depois de cobrança de falta, Chicão pega a sobra e bate na saída de Cléber.
10 min – Paulo chuta forte de longe. Cléber defende.
15 min – Denis Marques chuta e Andrey fica com a bola.
18 min – Schwenck gira e chuta, mas a bola vai para fora.
25 min – Denis Marques completa um chute de Chico e faz o gol, mas o árbitro anula e marca impedimento.
33 min – Gol do Figueirense. Após cobrança de escanteio, Schwenck pega a sobra e toca para o gol.
38 min – Gol do Atlético. Denis Marques aproveita cobrança de escanteio e cabeceia para o gol.
42 min – Gol do Figueirense. Tucho dribla Marcelo Silva e bate no canto de Cléber.



Últimas Notícias