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22 dez 2006 - 18h51

Por falta de adeus, até logo!

“Gosto de jogar no Atlético. Sou reconhecido pela torcida e isto é importante para mim, mas também tenho outros objetivos. O Grêmio está com uma proposta muito boa e tenho que pensar no que é bom para mim e para minha família. Acho que é hora de novos desafios.”

Com estas palavras, que não exprimem gratidão muito menos amor e respeito à camisa que o consagrou, Marcão despede-se da Kyocera Arena. Os abutres de plantão, os mesmos que por muito menos jogaram Dagoberto contra a torcida, tornando a vida do garoto um inferno, agora aplaudem e concordam com Marcão, e ficam só na torcida, na base do tomara que o Grêmio não queira, pra ele ficar.

Quem era Marcão, antes do Atlético? Que será que é bom para ele e para sua família? O ruim, para ele e para a família, conforme deduz-se de suas próprias palavras, é ficar no Atlético. Que raios de novos desafios são esses? O maior desafio, até então seria o Japão. Por que não ficou lá? Não agüentou o rojão? Não acertou o pé? Ou bateu a saudade?

Cocito também foi para o Grêmio; para o Corinthians e depois saiu correndo atrás de novos desafios. Agora aí está, cheio de amores pros lados do Atlético e da sua torcida. O Gabiru, não fosse a fatalidade do Fernandão, não teria entrado em campo, e hoje estaria encabeçando a lista dos dispensáveis do Colorado. Também saiu daqui atrás de novos desafios, cuspindo na camisa que o elevou às grandes conquistas de sua carreira, muito maiores que seu parco futebol.

A dita lei Pelé criou nos meios futebolísticos uma casta de jogadores nômades, verdadeiros retirantes, que beijam uma camisa a cada dois meses, fingindo gozo com longos e profundos suspiros, lembrando as meninas da noite na arte de mostrar amor onde veêm só cifrões, e por isso mesmo não criam raízes; não fincam estacas, e ao final da carreira, acabam nas mãos de um rufião qualquer.

Atletas com este perfil não podem vestir a camisa do Atlético. O estribilho do nosso hino clama que nossa camisa só é vestida por amor. Amor verdadeiro, absoluto. Este pessoal deveria espelhar-se na imensa galeria formada por nossos craques de hoje e de ontem, os quais em primeiro plano colocaram a camisa do Atlético. Os detalhes foram discutidos depois. Mudou o Atlético? Mudaram as pessoas? Não! Mercenários sempre existiram. A diferença é que hoje o mercenarismo virou profissão, aliás, a mais nova das profissões!



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