15 jan 2007 - 9h55

Análise de Atlético 3 x 3 J. Malucelli, por Wagner Ribas

Análise de Atlético 3 x 3 J. Malucelli
por Wagner Ribas

Tarde ensolarada, calor intenso, esse foi o clima da estréia do Atlético no Campeonato Paranaense contra o J. Malucelli, no acanhado estádio do Xingu em São José dos Pinhais.

O Atlético que entrou em campo com seu time B, comandado pelo técnico Ivo Secchi, teve em campo o jovem goleiro Vinícius, Rogerinho pela lateral direita, Gustavo e Alex formando a dupla de zaga, completando com Beto pela esquerda. No meio, Erandir, Chico, Welington e Evandro foram responsáveis pela marcação e criação das jogadas, para os atacantes Jonatas e Rodrigão, que retornava aos gramados após longo período parado.

A jovem equipe rubro-negra começou com bastante movimentação e criando diversas oportunidades contra a meta adversária, principalmente quando as jogadas fluíam pela lateral-direita, onde Rogerinho, uma grata revelação, deixava seus marcadores procurando a bola. Foi assim até próximo aos 25 minutos iniciais, onde o Atlético exercia pressão mas não conseguia marcar, deixando a partir daí a equipe de São José dos Pinhais igualar a partida. Aos 32 minutos da etapa inicial, Rogerinho, em lance de muita habilidade, partiu em velocidade pelo meio, sendo puxado na entrada da área e criando uma boa oportunidade para a equipe rubro-negra, bem cobrada pelo meio Welington, que marcou o primeiro gol atleticano na temporada.

Ainda no final do primeiro tempo, em lance polêmico, a equipe do J. Malucelli empatou a partida também em cobrança de falta. Quando o primeiro tempo já ia acabando, aos 47 minutos, Rodrigão, em lance confuso dentro da área, marcou, decretando o fim da primeira etapa com a vantagem rubro-negra.

Na segunda etapa, logo aos 8 minutos, Evandro aumentou para o Atlético, dando boa vantagem no placar.

A partir daí, o treinador Ivo Secchi começou a fazer alterações na equipe rubro-negra, primeiro sacou Beto, para a entrada do volante Douglas, passando Chico para a lateral esquerda. Logo depois, sob vaias, Dagoberto entrou no lugar de Rodrigão, e o jovem Ricardinho no lugar de Evandro. Após estas substituições, a equipe comandada por Ricardo Pinto passou a dominar a partida, e o Atlético deixou de criar as oportunidades que vinha criando. Não demorou muito para que o empate dos donos da casa chegasse. Visivelmente cansados, os jogadores atleticanos procuraram apenas se defender, deixando assim que o empate no final fosse o resultado mais justo.

Dos destaques da partida pelo lado do Furacão, pode-se citar 5 jogadores, Rogerinho, que demonstrou muita personalidade, habilidade e vontade, dando aparências de ser um bom jogador e que ainda pode render muitas alegrias a torcida atleticana. O zagueiro Gustavo, que foi preciso nos desarmes, o meia Welington, que enquanto teve fôlego, ditou a cadência no meio de campo, além de ter feito um belo gol de falta. O atacante Rodrigão, que retorna após todo este tempo parado e pode tornar-se uma boa pedida para o ataque rubro-negro. E por último, Dagoberto, o único destaque negativo da partida. A partir do momento em que ele entrou em campo, o Atlético esteve com um jogador a menos, ele não se esforçava, não corria e não dividia, além de demonstrar total falta de ritmo de jogo. Definitivamente é bom que seja revista a possibilidade deste jogador vestir a camisa do Atlético B, pois com ele em campo, certamente o desempenho da equipe não será dos melhores.

Na próxima quarta-feira, o Atlético volta a jogar na Arena, desta vez contra a equipe do Rio Branco de Paranaguá, que vem de uma vitória comum sobre a fraca equipe do Coritiba. Confesso estar ansioso para saber como estará postada a equipe atleticana.

Wagner Ribas é colaborador da Furacao.com. Clique aqui para entrar em contato com ele.

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