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18 jan 2007 - 18h55

A conta

De São Paulo, onde resido há cinco anos, acompanho diariamente a vida do Clube Atlético Paranaense. No início desta semana me entusiasmei com o lançamento da campanha “sócio-furacão”, que pretende arregimentar milhares de contribuintes para o clube. Não vou entrar no mérito do quanto deve ser cobrado. Particularmente, acho que os R$ 60,00 mensais são justos. Caríssimos são os preços praticados nos ingressos avulsos.

Sonhando acordado fiz algumas contas básicas do potencial de arrecadação do Furacão nesta campanha. Cheguei a resultados interessantes. Se um torcedor adere ao programa, desembolsará, em 12 meses, R$ 720,00. Se multiplicarmos o valor por 15 mil torcedores, uma meta plausível numa campanha de longa duração, chegaríamos a uma arrecadação anual de R$ 10,8 milhões.

Imagine, torcedor rubro-negro, 10 milhões de reais a mais no final de uma temporada incrementando o caixa de um clube organizado e que nos últimos anos vem investindo com seriedade na infra-estrutura do futebol!

Este dinheiro, por exemplo, poderá ser utilizado para o pagamento da conclusão da Arena, estimada em R$ 50 milhões de acordo com reportagem publicada neste sítio. Ou poderemos contratar, enfim, aquele tão sonhado jogador de nível internacional que ajudaria o time em mais uma memorável campanha na América. Ou, pelo menos, teríamos alguns tostões a mais para reajustar o teto salarial dos nossos melhores jogadores e conter a inevitável migração para mercados maiores.

Os singelos exemplos acima demonstram que nesta conta estão mais do que ingressos para partidas desinteressantes ou o direito ao voto nas eleições do conselho do Atlético. Está em jogo uma concepção de futuro, de aposta de longo prazo por parte do novo sócio-torcedor. Deixamos de ser “pacoteiros” para sermos “investidores”. Ser sócio não é dividir o valor pelo número de partidas disputadas no mês. É tornar-se um dono de um pedacinho importante dos destinos do rubro-negro. E isto inclui influenciar diretamente a vida do clube, apoiar as boas iniciativas e fiscalizar as trapalhadas da diretoria.

De 1995 até agora o Furacão deu um salto de qualidade e entrou definitivamente para a galeria dos grandes clubes brasileiros. Para dar um novo salto e começar a ganhar títulos importantes e com freqüência, o Atlético precisa contar com a sua torcida. Eu vou fazer a minha parte. Só espero que a diretoria abra um canal de comunicação com quem não mora em Curitiba. Quero ser sócio e estou me lixando para os ingressos. Não me importo em assistir o Furacão ser campeão do mundo pela TV.



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