15 fev 2007 - 15h49

Kyocera exalta parceria com o Atlético

O Atlético foi o responsável pelo crescimento da Kyocera Mita no Brasil. De acordo com uma reportagem publicada nesta quinta-feira no site Máquina do Esporte, a Kyocera completou seu primeiro ano no país com um crescimento de 35% de vendas em relação ao ano passado. Com o clube paranaense, a Kyocera adquiriu os direitos de nome (naming rights) da Arena da Baixada e também é responsável pelo patrocínio de todo material esportivo rubro-negro.

A parceria com a Kyocera foi firmada em março de 2005. Naquela oportunidade, divulgou-se que a Kyocera investiria cerca de US$ 10 mi por um contrato de três anos, prorrogáveis por mais dois. "Hoje sem dúvida é um dos dias em que nós estamos com nossa conta de satisfação em alta. Quando a Arena foi construída, o Atlético visava a oferecer um estádio extremamente moderno, compatível com as grandes competições que o futebol proporciona. E desde a data de inauguração a Arena adquiriu uma notoriedade tal, com torcedores afinados com essa realidade. Isso atraiu a atenção daqueles que vêem no esporte uma oportunidade para divulgação de sua marca. Hoje, quando se agrega este símbolo internacional de grandes negócios, que honrará a nossa camisa e a denominação de nossa Arena, somente trará uma energia positiva, compatível com a dos samurais", explanou o presidente do Conselho Gestor do Atlético, João Augusto Fleury da Rocha, na ocasião da apresentação da Kyocera Arena para os jornalistas, em Curitiba.

O lucro alcançado pela Kyocera neste último ano teve muito a ver com a participação do Atlético na final da Copa Libertadores. Em entrevista à jornalista Priscila Bertozzi, o vice-presidente da divisão latino-americana da empresa, Tsutomo Toyofuku, afirmou que "os resultados atingidos, estão no caminho certo. Nós temos potencial para crescermos ainda mais no Brasil, assim como em todos os países da América Latina".

Confusão e lucros

Antes mesmo do Atlético fechar a parceria com a Kyocera, diversas foram as reportagens afirmando que o clube estaria "vendendo" o estádio para terceiros. O diretor de marketing do rubro-negro, Mauro Hollzman, explicou a situação. "Parceria é uma coisa mais ampla, virou até uma coisa desgastada, desvirtuou-se muito. Como já aconteceu em outros clubes brasileiros, como na Parmalat e Palmeiras, nos fundos que investiram através de negócios como no caso da Hicks Muse e da ISL. O caso do Atlético é puro e simples o patrocínio. O Atlético dá o nome do estádio à Kyocera e eles nos pagam", disse Holzmann.

A Kyocera chegou a procurar outros clubes de futebol no Brasil. A estrutura do Atlético foi o diferencial. "Falamos com vários times, mas a razão para escolher o Atlético foi o melhor custo-benefício", revelou Tony Pater, presidente da Kyocera Mita America. "Desde o ano passado (2004) a Kyocera estava estudando o patrocínio de clubes de futebol. Visitamos vários clubes. Conheci o Atlético em fevereiro, quando estive em Curitiba. A impressão é que o clube pratica uma administração muito séria e sólida", disse Akihiro Nasu, um dos principais executivos do grupo.

Além da boa estrutura, os dirigentes atleticanos foram extremamente felizes na hora de acertar a união com a Kyocera. "Desde que fomos visitados, fizemos só um encontro. Levou menos de duas horas para a assinatura de contrato", afirmou Mário Celso Petraglia. O dirigente revelou que Akihiro Nasu, diretor da Kyocera Mita, nem precisou assistir ao vídeo de apresentação elaborado pelo clube. No meio da apresentação, ele pediu para interrompê-la e as partes passaram a tratar apenas de valores. "Ele disse que havia finalmente encontrado o clube que eles procuravam", contou Petraglia.

O patrocínio da Kyocera rendeu muito também ao Atlético. Não há dados oficiais, mas a mídia espontânea gerada através de notícias em sites e jornais pelo Brasil e pelo mundo, auxiliaram na divulgação da marca do clube.



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