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7 ago 2007 - 13h40

Quem vive só de passado é museu

Durante toda a minha infância, adolescência e juventude eu ouvi e senti os nossos ex-rivais me jogando na cara que eles eram os únicos Campeões Brasileiros do estado. Agüentei quieto, como boa parte da torcida atleticana, afinal de contas não tínhamos argumentos para discutir. Falar que eles foram campeões com saldo de gols negativo na época? Grande coisa. Foram campeões, não foram?

Para quem viveu a época do Pinheirão, do então presidente José Carlos Farinhaque, sabe muito bem o que estou dizendo: aquele título de 1990 que foi notícia aqui no site e foi pauta da coluna do excelente Rafael Lemos (não o conheço pessoalmente, mas teria o imenso prazer de conhecê-lo) representaram muito bem o que foi a nossa realidade naquela sofrida época de vacas magras.

Desde aquela fatídica época, de 1985 a 1995, eu vivia falando que quem vive de passado é museu; essa foi a forma que encontrei para me livrar dos malditos ervilhas que me perseguiam e que não sabiam que o Furacão viraria uma verdadeira potencia do futebol brasileiro (será que já viramos ou ainda estamos implantando aquele projeto inicial?).

Pois bem, após o chocolate imposto por eles na Páscoa de 1995, o atual presidente Mario Celso Petraglia assumiu com mão forte o futebol do Furacão e não largou mais, transformou a colcha de retalhos numa fina colcha de seda. De rebaixado à segunda divisão a campeão brasileiro das séries A e B, além de vice das Américas e uma semifinal na Sul-americana de 2006. O torcedor do nosso ex-rival perguntaria: Mas não está bom? Vocês estão reclamando de barriga cheia; olhe o que nós (eles) estamos passando com esse inferno de segunda divisão.

Digo e reafirmo: quem vive SÓ de passado é museu. Não quero passar o resto da minha vida falando pro meu filho Vitor que o Atlético foi Campeão Brasileiro apenas uma vez, que de lá pra cá ganhamos apenas um mirrado Paranaense e mais nada. Precisamos viver o presente já e como uma das estrofes do nosso lindo hino “o coração atleticano estará sempre voltado para os feitos do presente e as glórias do passado.”

Jamais deixarei de reviver o nosso belo passado, mas precisamos parar de viver como verdadeiros museus e passar a viver o presente, fazendo algo para acordar esse gigante que adormece há muito tempo. Mas esse processo não é tão fácil e precisa a união de todos os envolvidos, começando pela diretoria, comissão técnica e jogadores e acabando na torcida; esta sim será o grande fiel da balança quando o time voltar a jogar como verdadeiros guerreiros.

Vamos afastar logo o fantasma do rebaixamento. Um pouco mais de vontade e raça dentro de campo fará com que as arquibancadas explodam e o time voltará a ser imbatível dentro do Joaquim Américo.

Eu acredito. E você?



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