17 ago 2007 - 10h39

Band News entrevistou atleticanos ilustres

A Rádio Band News (96.3 FM) entrevistou ontem atleticanos ilustres sobre a atual fase do Clube. Em reportagem de Napoleão de Almeida, a emissora ouviu depoimentos dos ex-jogadores Ricardo Pinto e Barcímio Sicupira, do jornalista Carneiro Neto e do ex-Presidente Marcos Coelho.

Maior artilheiro da história do Furacão, Sicupira falou sobre o fechamento do Clube à imprensa: “Hoje o Atlético é uma ostra. Eu até nem me sinto muito embasado para comentar sobre algumas coisas porque a gente não tem notícia, já que o CT só é aberto uma vez por semana”. Quanto ao momento que vive o time rubro-negro, o artilheiro advertiu: “O que me cabe é analisar a parte técnica, e nesse aspecto, o que posso dizer é que o time do Atlético é muito fraco, e candidatíssimo ao rebaixamento”. E arrematou: “O Clube não é de piscina, de carnaval, é de futebol. E isso é que deve ser priorizado”.

Goleiro do Atlético na campanha que o conduziu de volta à Série A em 1995, Ricardo Pinto disse não achar que há falta de sintonia entre diretoria e torcida. “Acho que não está havendo falta de sintonia entre a torcida e a diretoria pois o próprio Presidente já disse que não tem problema se precisar cair pra segunda divisão pra concluir o estádio e fazer um Atlético mais forte", lembrou o jogador, ídolo da torcida. Porém, Ricardo ressalvou sua opinião contrária à dos dirigentes: "se eu concordo com isso, é outra coisa. Eu acho que deveriam priorizar mais o time, porque hoje está muito difícil de subir para a Primeira Divisão".

Marcus Coelho, Presidente do Clube quando da conquista de seu maior título, o Brasileiro de 2001, foi perguntado sobre a sua saída do Atlético: "Não houve nenhum desentendimento, cumpri o meu mandato e entendi que era o caso de sair." O ex-dirigente, que não esconde seu atleticanismo, lamentou a desunião que hoje paira sobre os atleticanos: “Eu queria que o Atlético fosse uma força só. Mas hoje não está sendo possível, fazer o quê?”

O jornalista Carneiro Neto, autor do livro "Atletiba – Paixão de um povo" em co-autoria com o coxa-branca Vinícius Coelho, criticou o isolamento da Diretoria do Clube: “O problema é o total isolamento da diretoria do Atlético ao tomar suas decisões.” Carneiro acha que o centralismo da atual Diretoria é o principal problema do Clube, que está esquecendo da sua torcida: “O Atlético não tem dono, o Atlético continua sendo do povo”.



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