2 set 2007 - 18h07

No peito, na raça e com sangue rubro-negro

"Foi uma vitória com a cara do Atlético". O capitão Danilo não poderia ter sido mais feliz ao definir o 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro na tarde deste domingo, na Kyocera Arena. Com muita luta, determinação e esforço, os jogadores honraram a camisa rubro-negra e reacenderam as esperanças da torcida. Os três pontos obtidos pelo Furacão livram a equipe da zona do rebaixamento. Todos esperam que seja de modo definitivo. Se este espírito for mantido nos próximos jogos, o Atlético certamente terá um final de campeonato menos angustiante.

A união da nação atleticana em prol da vitória neste domingo surgiu muito durante a semana. Neste sábado, um grupo de torcedores foi recebido pelo elenco e pela comissão técnica no CT do Caju. Eles transmitiram apoio aos jogadores e cobraram esforço e luta durante as partidas. O resultado do "acordo" foi visto dentro de campo.

Desde o começo do jogo, a torcida atleticana cantou, gritou, vibrou. Não houve espaço para críticas e cobranças. O espetáculo das arquibancadas fez pulsar o sangue rubro-negro como há muito não se via. A Kyocera Arena voltou a ser o Caldeirão do Diabo. E foi lá que o Furacão cozinhou o Galo.

Não foi uma atuação tecnicamente brilhante, nem um show de bola. Mas o foco no resultado e a doação dos jogadores foram suficientes para garantir a vitória. Desde o início, o Rubro-Negro tomou a iniciativa e criou as melhores chances. O árbitro paulista Rodrigo Martins Cintra inverteu várias faltas e dificultou as coisas. Apenas mais um obstáculo, outro transposto pela equipe.

Aos 28 minutos de jogo, o colombiano Valencia, que fez uma excelente partida, pegou um rebote e chutou forte de fora área. O meia Marquinhos, do Atlético Mineiro, colocou a mão na bola e o árbitro assinalou o pênalti. O experiente Ramon cobrou bem, no canto do goleiro, e marcou o gol que seria o da vitória.

Muita luta

Na etapa final, o Atlético teve de enfrentar outras dificuldades para assegurar a vitória. Muitos jogadores deixaram o campo exaustos fisicamente, tamanho o esforço para garantir os três pontos e evitar repetir experiências desagradáveis de outros jogos, quando o Furacão deixou escapar vitórias praticamente certas.

O atacante Pedro Oldoni, titular pelo segundo jogo consecutivo, não conseguiu ter uma atuação a ponto de conquistar definitivamente a camisa 9. Teve dificuldades para dominar várias bolas e perdeu boas chances. Aos 17 minutos, fez boa tabela com Ferreira, mas chutou fraco nas mãos do goleiro Edson. Foi seu último lance no jogo. Deixou o campo para a estréia de Geílson.

O outro atacante também não teve muita sorte. Em poucos minutos em campo, sofreu duas lesões. Na primeira, deslocou o ombro. Na segunda, sofreu uma luxação no joelho e teve de deixar o campo. Como Ney Franco já havia feito três modificações, o Atlético terminou a partida com um jogador a menos.

Os últimos minutos foram dramáticos para o Rubro-Negro. Edno e Alan Bahia obrigaram Edson a fazer boas defesas e quase ampliaram o marcador. O Galo respondeu em lances de bola parada. Em um deles, Marquinhos se chocou com o goleiro Viáfara e também deixou o campo lesionado, com suspeita de fratura no cotovelo.

Aos 50 minutos do segundo tempo, o volante Claiton, melhor jogador em campo, esteve muito perto de marcar o segundo gol. Ele aproveitou cruzamento da direita e cabeceou, mas a bola passou raspando a trave. A lamentação foi interrompida pelo apito final, que decretou a importante vitória rubro-negra.

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