12 nov 2007 - 9h51

Ídolo do passado, Assis completa 55 anos nesta segunda-feira

"Assis! Assis! Valente esse time do Atlético." Muitos torcedores saudosistas com certeza devem lembrar da narração do gol, em pleno Morumbi, que deu a classificação para o Atlético disputar as semifinais do Campeonato Brasileiro de 1983. E o autor de tal façanha completa hoje 55 anos de vida. Benedito de Assis da Silva, ou simplesmente Assis, meia-atacante que defendeu o Furacão nos anos 80, está de aniversário nesta segunda-feira.

Assis formou com Washington a dupla apelidada de Casal 20, em alusão a um famoso seriado de TV da década de 80. Natural de São Paulo, Assis iniciou sua carreira em 1975, em São José dos Campos, atuando como meia no Sport Clube São José. Nos anos seguintes, Assis atuou em clubes como o Internacional de Limeira, a Associação Atlética Francana, São Paulo, Internacional, Fluminense, Paysandu e Esporte Clube Pinheiros.

Um dos maiores ídolos da torcida do Fluminense de todos os tempos, Assis foi autor do gol que deu o campeonato estadual de 1983, em cima do rival Flamengo, aos 45 minutos do segundo tempo. Assis é tão importante para o clube carioca que o gol antológico foi eleito pela torcida como um dos mais importantes na história do Fluminense. Imortalizado num painel de fotos no Museu do Maracanã, o gol também foi de fundamental importância para a caminhada rumo ao tricampeonato estadual de 83/84/85 e a conquista do Campeonato Brasileiro de 84.

Jogando pelo Juventus, seu primeiro contato com o futebol quase acabou em desilusão. Depois de apenas dois meses no clube, Assis foi dispensado. A situação também se repetiu na Portuguesa, forçando-o a desistir do esporte. Trabalhando de dia e estudando à noite, ele jogou nos campos de várzea nos finais de semana em troca de cachê. Para aumentar a renda, algumas vezes ele chegou a jogar quatro equipes, duas vezes no sábado e duas no domingo. O dinheiro que recebia lhe permitia comer uma pizza na Mooca ou pagar um sorvete para a namorada.

Foi nessas andanças por terrenos esburacados que um olheiro viu o atacante jogar e o levou para o São José. Foi realizado um coletivo no clube e a diretoria pediu para Assis ficar. Ele, que dormia no alojamento, acabou sendo contratado. Não deu muito tempo e, sem receber, o jogador de apenas 22 anos parou tudo e voltou ao antigo lar. Depois de passar pela Internacional de Limeira, sua carreira começou a decolar na Francana, onde foi artilheiro da equipe. Em 1979, disputando a primeira divisão do Campeonato Paulista, Assis fez um gol contra o São Paulo e chamou a atenção dos dirigentes tricolores. Com o aval do então técnico Carlos Alberto Silva, o atacante foi contratado e realizou o sonho do pai, seu grande incentivador na carreira.

Após uma curta passagem pelo Internacional, Assis chegou ao Atlético, trocado juntamente com Washington pelo lateral Augusto. No rubro-negro, Washington e Assis deixaram de ser bons jogadores para se tornaram mitos. Juntos, ajudaram o Furacão a conquistar o Campeonato Paranaense de 1982, encerrando um jejum de doze anos sem título. Infernizaram as defesas adversárias, fazendo com que a equipe chegasse à semifinal do Campeonato Brasileiro de 1983. Antes nas quartas-de-final, o Atlético eliminou o São Paulo. Venceu por 1 a 0 em pleno Morumbi, com gol de Assis.

Esguio, elegante e habilidoso, Assis marcou época com a camisa atleticana. Foi ídolo de uma geração e conquistou muitos torcedores, que viraram atleticanos graças ao ótimo time de 82/83.

Tamanho foi o sucesso do casal 20 que vários clubes se interessaram pelos jogadores. Acabaram sendo negociados com o Fluminense. Na época, o Tricolor das Laranjeiras só queria levar Washington, mas acabou sendo convencido a ficar com os dois. Assis jurou que iria provar seu valor e conseguiu. Dentro de campo, calou os críticos, tanto é que virou ídolo e até hoje é respeitado por todos no Fluminense. Assis atuou três vezes na Seleção Brasileira e fez gols importantíssimos.

Maneca, como alguns lhe chamam, ainda voltou a jogar no Atlético em duas ocasiões e em ambas foi campeão. Em 1988, alternou a condição de reserva com a de titular e foi muito importante para o título. Já em 1990, como reserva, não teve participação tão decisiva, mas inspirou os mais jovens. Foi uma ótima forma de encerrar a carreira, vestindo a camisa do clube que o consagrou. Ele ainda tentou ser técnico, mas não teve o mesmo sucesso da época de jogador.

Assis foi eleito para integrar a Seleção dos 80 Anos do Atlético.



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