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15 dez 2007 - 0h13

Ficaremos sem a Copa do Mundo, por culpa dos nossos governantes

A Assembléia Geral dos sócios do Clube Atlético Paranaense, nesta sexta-feira, tratou de assuntos muito mais importantes do que a manutenção de Mário Celso Petraglia e João Fleury da Rocha, à frente da direção do clube até maio ou enquanto assim for decidido pelos sócios. A verdadeira motivação da reunião está no fato de que o Paraná está seriamente ameaçado de ficar de fora da Copa do Mundo de 2014 por absoluta falta de interesse, paranismo, dedicação e compromisso do Governador do Paraná e do Prefeito de Curitiba (únicos a não irem a Zurich, quando a FIFA anunciou que a Copa seria no Brasil – quando governadores de Estados menos importantes como S.Paulo, Rio e Minas – além de todos os dos nordeste, lá estavavam, com o Presidente da República, inclusive).

A inoperância, falta de percepção e de envolvimento do Governador do Paraná e do Prefeito de Curitiba poderão custar ao nosso Estado e à nossa cidade a nossa exclusão da Copa do Mundo e a perda de centenas de milhões de dólares em vendas e em impostos – já que a Copa movimentará mais de 110 bilhões de dólares no país, nos próximos 6 anos, na preparação do evento, com obras de infra-estruturação urbana, comunicação e outras, além dos estádios.

Curitiba é a única capital brasileira que tem um estádio quase pronto, mas corre o risco sério de ficar de fora da Copa do Mundo, pelo auto-fagismo típico dos paranaenses (principalmente em Curitiba), que não percebem os benefícios que um evento desta magnitude trás para a cidade, o Estado e o País, em geração divisas pelo turismo, comércio. serviços (como hotelaria, restaurantes, promoção, publicidade, etc) e indústria (fabricação de souvenirs, produtos de oportunidade, roupas, uniformes, etc).

Evidente que a Copa traria benefícios ao Atlético, também – mas nada mais justo a quem já construíu a maior parte do único estádio em condições requeridas pela FIFA, neste país, com seus próprios recursos.

Por isso, a Assembléia Geral do Atlético, resolveu permanecer em estado de convocação permanente, até 5 de maio, quando serão incorporados mais 2 mil associados, aos mil que tinham direito de participação de de voto ontem, para que haja uma mobilização ainda maior, da Opinião Pública, em prol da conquista da Copa do Mundo pelo Paraná, por Curitiba e pelo Atlético.

A Copa do Mundo irá modificar o panorama e a situação do futebol no Brasil. Alguns mercados saltarão anos-luz à frente (que são os mercados onde já se sabe que a Copa está garanitda: S.Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul. Lá haverá pesados investimentos estatais e privados, dotando não só os estádios como as suas cercanias e acessos de uma infra-estrutura de padrão europeu. Quem ficar de fora, ficará sem estes benefícios, que não são esclusivos para os clubes que terão seus estádios utilizados (como o São Paulo, por exemplo). São benefícios para as cidades e seus habitantes, como um todo.

Algumas pessoas acham que a Copa do Mundo é um evento sem tanta importância assim, mas se esquecem dos benefícios urbanísticos, econômicos e sociais que este evento tem provocados em diversas cidades européias, americanas e asiáticas, nos últimos 20 anos, quando o certame ganhou proporções de evento ainda maior, talvez maior do que as próprias Olimpíadas. É bom para os paulistas, cariocas, gaúchos, mineiros, nordestinos (todos a querem), masa Copa não é importante para o Paraná e os paranaenses.

Por isso, o presidente Mário Celso Petraglia e a Assembléia Geral do Atlético querem a Opinião Pública paranaense mobilizada para demonstrar aos governantes o quanto este evento é importante para o Paraná e para os paranaenses. Quer um movimento de caras-pintadas, um marketing viral, comunicação e persuasão boca-a-boca e face-a-face, uma mobilização de todos os meios de comunicação possíveis e imagináveis, em favor da Copa no Paraná – o que só será possível se os governantes do Estado e do Município saírem da passividade em que se encontram em forem brigar por esta conquista. Idem com todos os jornalistas, que, se defendem o futebol paranaense, não podem de omitir nesta campanha, pela Copa do Mundo no Paraná.

Todos os Governadores dos Estados pretendentes á Copa já foram recebidos pelo Ricardo Teixeira, na CBF. Só o do Paraná ainda não. Não há alguma coisa errada? E o Requião se diz atleticano…

Ainda dá tempo de virar o jogo e de conquistar a Copa do Mundo, o maior evento do futebol do planeta e a alavanca dos novos tempos do futebol brasileiro. É preciso, apenas, mobilização e boa-vontade. Empenho, dedicação e compromisso político. União e trabalho, não só dos atleticanos.

A bandeira do Copa do Mundo em Curitiba tem que ser carregada pelos representantes eleitos pelo povo do Paraná e de Curitiba, não só pela direção do Atlético. Sem o apoio e obras estaduais, municipais e até federais, não adinta ter a Arena pronta. Sem a Copa, o projeto teria menos requerimentos, inclusive.

A Copa será a redenção do futebol brasileiro, nos novos estádios, nas novas infra-estruras de transporte e acesso, na valorização das cidades. Vamos ficar de fora, por termos governantes de braços cruzados?

Basta deste Paraná tímido. Sejamos aguerridos, como os gaúchos. Sejamos ousados, como os paulistas. Sejamos políticos, como os mineiros. Sejamos espertos, como os cariocas.

Sejamos inteligentes, como sabemos que podemos ser.

Que se mobilizem todas as forças, pela Copa do Mundo no Paraná.

Não é trabalho só para o presidente de um clube. É de todos.



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