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9 fev 2008 - 17h00

Espaço vazio

No mesmo dia que a imprensa noticiou o empréstimo do Ferreira para um time da Arábia era dia de jogo contra o atual campeão paranaense. Fui para o jogo tomado daquele sentimento de contrariedade, como quando o nosso time leva um gol do adversário. Vender o Ferreira? Logo agora?

Calculei mal a hora de chegar na Arena para o jogo. Como era muito cedo para entrar fiquei andando pelas imediações.

Fiquei olhando, daquele patamar antes da entrada na rua Buenos Aires, o espaço que ontem foi o colégio e hoje é um imenso estacionamento. Uma área enorme. Também vi que aparentemente não seria, hoje, tão difícil completar o estádio, pelo menos fazendo um lance de arquibancadas similares às que já existem do lado contrário das cabines de rádio. Concordo com uma pessoa ao meu lado, que também estava olhando para a mesma imagem, que em pouco tempo se poderia fechar aquela curva. Talvez contratando muitos operários, horas-extras…

As possibilidades são infinitas para utilizar de modo lucrativo aquele espaço vazio atrás do estádio. Como será feito isso, quando, com quanto, o quê e para quê, só o tempo mostrará. Vende-se um jogador ali, outro aqui, promove-se a entrada de novos sócios, e assim o Atlético vai conseguindo os recursos para concretizar os seus objetivos. Tomara que isso aconteça logo, mas que o time mantenha o bom padrão de jogo atual.

Olho a tabela e pressinto que o time superará a marca do time de 1949 e fará um campeonato histórico. Daí para frente o que pode vir? Antes de entrar tiro algumas fotos daquele espaço vazio do ex-colégio e da parte não concluída da arquibancada. Para recordação.

Nem bem começa o jogo e sai um gol relâmpago do Marcelo Ramos depois da cobrança de um lateral da direita.O atabalhoado Paranavaí foi à frente, mas sem qualidade técnica, desencontrado, e o Atlético ainda contou com largas avenidas por onde fluía o contra-ataque.William e Marcelo Ramos fizeram o segundo e o terceiro em jogadas velozes e parecidas, com toques de primeira, onde, em cada oportunidade, um deixou o outro na cara do gol.

No segundo tempo uma jogada espetacular do Netinho, como autêntico ponta-esquerda e uma cabeçada certeira do William para fechar o quatro a zero.Como já tinha feito contra o ADAP Galo, Ney Franco aproveitou para colocar jogadores oriundos das categorias de base. Já tinha gostado do Choco contra o ADAP Galo, com um estilo parecido ao do Kleber Pereira do Santos e contra o Paranavaí gostei do Renan com um estilo de jogo parecido com o Lino do time de 82.

Não sei porque razão, mas o time parece que jogou ainda melhor do que das outras vezes que tenho visto no campeonato.Difícil dizer quem se destacou mais. Todos jogaram muito bem.O ataque com Irênio, William e Marcelo Ramos cresceu muito e talvez a ausência do Ferreira não venha a ser muito sentida. Aposto que Irênio e William ainda vão adquirir mais confiança, melhorarão o entrosamento e jogarão ainda melhor. Netinho tomou conta da ala esquerda e o futebol do Jancarlos está crescendo a cada jogo. Além disso, os meninos da base já mostraram que têm futebol para estarem onde estão e de modo acertado o Ney Franco vem dando chance para que eles apareçam.

Depois do jogo ouvi, pelo rádio, o Ney Franco dizer que foi o melhor jogo do Atlético no campeonato. Concordo com ele. Houve poucos erros e quem entrou manteve a mesma pegada. As opções de jogadas estão aumentando e a equipe está utilizando bem as laterais do campo, está tocando rapidamente a bola do meio pra frente e a defesa está perfeita. Nada a ver com aquela defesa capenga dos dois últimos anos. Marcelo Ramos voltou a ser o matador de outrora e Alan Bahia está substituindo Valencia à altura.

Saí do jogo achando que pelo menos por enquanto a ausência do Ferreira não será tão notada, pois outros ocuparão satisfatoriamente o espaço deixado por ele. Apesar de ser um craque excepcional, o Atlético atualmente tem peças de reposição que podem substituí-lo à altura durante o campeonato paranaense. Já para as fases decisivas da Copa do Brasil e para o campeonato brasileiro talvez fosse necessário reforçar ainda mais o time. De qualquer forma, mesmo sem o Ferreira o time atual continua jogando um excelente futebol.

Na saída olho de novo para o espaço vazio do antigo colégio, mas desta vez me sinto um pouco melhor. Bom futebol, goleada, gols bonitos, pratas da casa promissores, torcida feliz, expectativa de superação de recorde de vitórias, quem sabe o título…Talvez tenhamos mais motivos para ficarmos alegres do que lamentarmos a saída do Ferreira. Talvez ele já faça parte da história do clube, como ocorreu com outros jogadores. O que quer que aconteça, desejo boa sorte a ele na sua brilhante carreira.



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