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12 fev 2008 - 16h45

Triunfos, dúvidas e atleticanas

Triunfos

A campanha de 2008 dirige-se ao recorde de 1949. Talvez atinja o mesmo número de vitórias. Talvez supere. Ambas são jornadas belas e inesquecíveis. Ambas incomparáveis.

São épocas diferentes. É um estilo de futebol diferente este de 2008. Mais força, menos técnica e graça. Tratando-se de futebol, não é devido, nem recomendável, comparar os escretes de 1949 e 2008.

Em termos de paixão, por outro lado, as semelhanças são enormes.

Cada jogador destes dois times sempre será lembrado pela torcida como alguém que honrou o manto sagrado Atleticano. Como homens que envergaram com honra o estandarte mais valioso de cada torcedor. Como irmãos que realizaram dentro de campo sonhos daqueles que, impedidos de pisar nos gramados, cumprem seu papel nas arquibancadas, demonstrando amor e apoio incondicionais.

Onze foram as vitórias do time de 1949. Um número memorável atingido num campeonato impecável. Não por outro motivo surgiu o Furacão que varria os adversários.

Já em 2008, são dez vitórias consecutivas. Defesa menos vazada e ataque mais positivo. Artilharia do Paranaense 2008.

Todos os números demonstram a supremacia do CAP, em relação à concorrência. Incontestável que o CAP é o melhor time do Campeonato Paranaense de 2008.

Desde 25/11/2007 o CAP não perdeu nenhum jogo. Aliás, desde aquele 2 X 1 contra o São Paulo, em 02/12/2007 o CAP ganhou todos os jogos que disputou.

Desejos, pois, de que o time de 2008 – que não é o mesmo de 1949 – obtenha o merecido sucesso. Independentemente do ano, este sucesso será uma conquista do CAP.

Dúvidas

Os números deste ano de 2008, que iniciou maravilhoso, longe de confortadores, são preocupantes.

No ano passado o CAP deixou escapar a Copa do Brasil mais fácil que já disputou. E durante o Campeonato Brasileiro chegou a freqüentar a zona de rebaixamento.

A questão a ser respondida, pois, é a seguinte: o que está sendo preparado para o Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil?

O time base está aí. Nenhuma dúvida quanto a isso. E reforços? Até agora chegou Irênio, com trinta e três anos de idade. Foram-se embora Evandro e Ferreira.

Ainda não há um lateral esquerdo que se tenha firmado na posição. A improvisação de Netinho gerou ótimos resultados, mas pode deixar de ser uma solução se Irênio machucar e Netinho for obrigado a voltar ao meio-campo. As outras duas opções para o meio-campo, Evandro e Ferreira, foram-se embora.

Nenhuma dúvida de que ao longo do Campeonato Brasileiro outros jogadores serão vendidos. Provavelmente um zagueiro, pois os três estão se destacando. Jancarlos recuperou o futebol e já está sendo cortejado pelo alvi-negro paulista. Querem levar o atleta aos confins da série B.

Ingenuidade pensar que o CAP, mesmo que exista grande adesão ao plano de sócios, poderá fazer frente aos custos anuais sem vender jogadores. Esta é a tônica do futebol no Brasil. E o CAP não consegue fugir dela, como não o conseguem todos os demais clubes.

Como estas dúvidas, que passam pela cabeça dos torcedores, serão respondidas pela diretoria?

Atleticanas

A torcida do CAP sempre foi notória por ter as mulheres mais belas dentre todas as torcedoras. Neste ano de 2008 o CAP ganha duas novas torcedoras.

No último dia 20 de janeiro de 2008, me fiz infiltrar nas colunas alviverdes. Com os parcos ingressos destinados aos torcedores do CAP esgotados, vi-me obrigado a assistir o jogo entre os torcedores adversários.

Fiz-me acompanhar por uma pessoa maravilhosa que hoje está ao meu lado, e que me enche de alegria todos os dias.

Quando a conheci, não muito tempo atrás, ela não torcia por time nenhum. E jamais havia pisado em estádio de futebol. Eu, ciente de que lhe mostrava o pior de todos eles, esclareci que o Joaquim Américo não é, em nada, parecido com o que se vê naquele fétido estádio pintado de verde no qual entrávamos.

Encontrei um lugar bem apropriado. Exatamente em frente à torcida do CAP. Tentamos nos acomodar naqueles degraus de vinte centímetros de altura e ficamos a observar o espetáculo escarlate que já havia começado antes mesmo do apito inicial do árbitro.

Então ela me perguntou se era possível que fossemos atingidos por um saquinho de mijo. Respondi que sim. Que naquele estádio não só era possível, como se tratava uma grande probabilidade. Minha resposta a fez pedir para mudar de lugar. Ficamos embaixo da arquibancada do segundo anel. Alertei dos riscos de desabamento, mas ela preferiu aventurar-se. E ficou bastante assustada quando toda a estrutura começava a tremer.

Fiz a recomendação de não comemorar, quando o CAP fizesse um gol. E ela me perguntou como eu tinha certeza de que o CAP faria um gol. Apenas lhe sorri e lhe disse para prestar atenção a um jogador baixinho, que usava a Camisa Rubro-Negra número 11 e que jogava com a vontade que só é vista nos jogadores do CAP.

Ao final do jogo, depois de entrar no carro, ela me perguntou como era possível uma torcida tão diminuta fazer mais barulho que a outra, bem mais numerosa, naquele local e circunstância. Novamente lhe sorri. Disse-lhe que como nossa paixão, a paixão de cada torcedor pelo CAP é imensa. Que como nossa paixão, a paixão pelo CAP une e fortalece.

Ali, naquele CAP 2 X 0, lhe foi arrebatado o coração. Agora divido-o com o CAP. Ganhou o CAP uma torcedora apaixonada. E ganhei eu, que ao lado de Stefanie tenho a melhor de todas as companhias para ver os jogos.

Outra torcedora, que certamente será fanática, ainda está por nascer. É a filha de um casal maravilhoso, de quem tenho o privilégio de desfrutar a amizade. Logo ela estará entre nós, certamente trajando as cores Rubro-Negras.

Em março, mês de aniversário do CAP, o mundo ganhará mais uma vida, e o CAP será presenteado com mais uma ilustre torcedora. Parabéns aos futuros pais, Dani e Lu.



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