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29 fev 2008 - 11h04

Planejamento

Janeiro/Fevereiro. Ótimo início de temporada, ao menos no que tange aos resultados obtidos. Recorde quebrado. Promessa de título do Paranaense e da sonhada Copa do Brasil. Time com raça e determinação, demonstrando união de todos por conquistas maiores.

Eis a situação que todos imaginávamos e sonhávamos para o ano de 2008. Tudo vinha bem, dando certo, até que … Infelizmente, começou o desmanche. Sim, desmanche, no melhor significado da palavra. “Desfazer” ou “inutilizar” um time, outrora ajeitado, transformando-o em uma equipe sabidamente limitada e sem vibração.

Devo dizer que não pretendo, aqui, tão somente disparar desenfreadamente contra nossa diretoria. Existem muitas coisas obscuras com as quais não concordo. Há, porém, que se fazer uma análise mais serena do que vem acontecendo com o nosso querido clube.

Concordo com Petraglia sob alguns aspectos: (a) não há como competir com salários do futebol estrangeiro, em geral; (b) o nível motivacional do jogador cai (e muito!) caso o clube tente “prender” o atleta; e (c) o excesso de disparidade de salários no elenco pode causar até uma divisão no grupo.

Explicações aceitas, até certo ponto. Mas a questão merece melhor análise. Passo, portanto, a fazê-la.

Em primeiro lugar, o Atlético Paranaense sempre se vangloriou de sua organização: tudo devidamente planejado para o exercício que se seguirá. Dessa forma, o clube supostamente (frize-se, supostamente) estará apto a solucionar questões incidentais que apareçam no curso do ano sem maiores problemas. Dessa forma, a saída de jogadores importantes ao time (ainda mais dos que não nos pertencem) não deveria ser algo já planejado? Até mesmo nosso presidente diz que isso é algo “normal”; “impossível evitar”. Então por que não temos uma válvula de escape? Por que não vamos atrás de peças de reposição? Nem me lembro a última vez que tivemos uma contratação de impacto, Atlético…

Depois, devo lembrar que somos um clube de futebol, exclusivamente. Portanto, os investimentos em time devem (ou ao menos deveriam) ser maciços! Ninguém questiona o gigantesco patrimônio que o Atlético detém. Nem as despesas dele decorrentes. O que é altamente questionável é a falta de consideração que o Atlético Paranaense dispensa aos seus torcedores com relação ao time de futebol!

A torcida do Atlético é altamente passional e impulsiva. Vive o clube no seu dia-a-dia. A recíproca não é verdadeira. Afinal, o dia-a-dia do clube é, por vezes, ocultado do nosso conhecimento. Eis aí outro ponto a ser criticado: a falta de transparência do Atlético Paranaense, principalmente para com o seu apaixonado torcedor. Tem gente que deixa de comer para sustentar sua paixão! E as campanhas do “Sócio Construtor”, a venda das pedrinhas da antiga Baixada à torcida, já foram esquecidas? Falta consideração, Atlético… E a sala de troféus permanece sem adições.

Sem querer ser pessimista, vejo que novamente o time vai sendo desmontado e não há peça de reposição. Em nosso “planejamento”, a saída de jogadores (tida como “inevitável” e “certa”) não foi incluída. Não há como repor. Será que teremos que agüentar o Irênio (que ninguém critica!) como camisa 10 o ano todo?

Só espero que no meio do Brasileirão não tenha que haver promoção de ingressos…

PS.: Gostaria apenas de citar aqui a coluna do Rafael Lemos publicada na data de ontem. Faço minhas as suas palavras, Rafael! Tenho exatamente a mesma impressão quanto à saída do Claiton.



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