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8 mar 2008 - 11h06

O que você quer, Atlético?

É muito duro engolir uma desclassificação precoce num campeonato para uma equipe com muito menos tradição. Mas o que aconteceu é resultado do que o Atlético se converteu: uma empresa que busca lucros e sonha um dia em se tornar um grande clube do futebol brasileiro e mundial. Vira as costas para a realidade que o cerca e tem sonhos de grandeza.

Engana-se, pois para se tornar uma grande clube são necessários títulos. E para ganhar títulos é necessário uma mentalidade vencedora e agir segundo essa mentalidade. Fazer como o São Paulo fez quando quis ser campeão: trouxe o Raí para jogar apenas a final e ele fez três gols e o São Paulo foi campeão.

Quando começou o campeonato paranaense e na seqüência pensei que a mentalidade havia mudado. Se o time não era lá grandes coisas, pelo menos estava bem entrosado, bem treinado e os adversários não ofereciam grandes dificuldades. Série invicta de jogos e pensei que o Atlético ainda reforçaria o time para não dar chance aos adversários e também fazer uma grande Copa do Brasil.

Ledo engano! Logo, a triste realidade do business atleticano voltou à tona. Ao invés de reforçar o time, assistimos a um desmanche. Jogadores saem no meio dos campeonatos alegando propostas melhores. O Atlético nada faz, não se esforça em manter os poucos craques e não traz peças de reposição.

O jogador de futebol é um profissional como outro profissional do mundo dos negócios. Se ganha X num time e lhe oferecem 2X, claro que ele vai embora. A “empresa”, sabendo que ele é importante deveria lhe oferecer os mesmos 2X e não deixar que ele fosse embora.

Que falta fazem o Claiton e Ferreira. Assim como tantos outros que deixaram o Atlético para fazer a alegria de torcedores de outros times. Abro os jornais, ligo a televisão e só vejo ex-atleticanos, fazendo gols, tendo seus nomes gritados pelos torcedores adversários, fazendo a alegria desses torcedores. E para nós, sofridos torcedores atleticanos que não comemoramos um título desde 2005? O que sobra?

Já faz tempo que quem está empurrando este time é o torcedor atleticano. Não fosse a torcida, o Atlético hoje, estaria na segunda divisão. Aqueles jogos dramáticos de domingo à tarde com a Arena lotada, de placares apertados, é que nos livraram do rebaixamento. Torcida essa que só é convocada para ajudar nos momentos difíceis, que já foi considerada uma falácia, que só é lembrada para se associar ao clube, comprar produtos,etc.

E se o torcedor tivesse uma mentalidade como a dos jogadores e diretores do mundo do futebol-empresa? O que faria ele? Mudaria de time? Reclamaria ao órgão de defesa do consumidor por ter comprado um produto que não atende às suas justas expectativas? Vocês já imaginaram se um diretor de uma empresa automobilística viesse a público e dissesse assim: “nossos carros tem muitos problemas, mas comprem porque com o dinheiro eliminaremos os problemas e… ”. A “empresa” iria para a falência.

O símbolo do Atlético deveria definitivamente ser o cartolinha e não o Furacão. Porque Furacão remete a um fenômeno meteorológico, que varre a tudo, sem medo, implacável. O Atlético de hoje está mais para o cartolinha, que se parece com um mágico, do qual nunca se sabe o que ele tirará da cartola.

Diretores: olhem para o lado e vejam seus deficientes adversários regionais que hoje riem às nossa custas. Ambos comemoraram títulos mais recentemente que o Atlético. Olhem para os times grandes do futebol brasileiro e aprendam que títulos se ganham com times com bons jogadores e não com atletas burocratas do futebol. E esqueçam de sonhos de grandeza de Milan, Real Madrid e outros pois para chegarem onde estão, ganharam em campo muitos títulos e títulos importantes. Façam um benchmarking adequado, como se diz no mundo dos negócios.

Ninguém aqui critica o que se fez de bom pelo Atlético, mas até que ponto essa política é acertada? Qual a missão desse time? Investir no futebol como um grande clube, ganhar títulos e empolgar o torcedor, que traduziria essa alegria em consumo, ou ser apenas uma empresa lucrativa, fria, sem alma, que vende jogadores como quem vende sabão em pó no supermercado, não importando-se com títulos e achando natural jogar a segunda divisão? O que você quer Atlético? Defina-se.



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