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19 mar 2008 - 15h44

Teresinha

Graças a o que se possa louvar (Deus, Senhor, Alá, Buda, São Jorge, Sol, etc), as pessoas são diferentes. Imaginem se todas as manifestações redigidas aqui neste site fossem literalmente iguais? Quanta mesmice, não? Tentemos então identificar alguns tipos de atleticanos para, quem sabe, no final nos aproximarmos de algo em comum, sem muita pretensão.

O primeiro: este é o atleticano pró-Petraglia, o que vem do florista. Apaixonado por MC, desconhece o Atlético. Romântico, se não tivesse casado ainda, convidaria MC para padrinho. Reconhece e equaciona os revézes da hora naquilo tudo que o mártir altamente capaz revolucionou e concretizou na história do clube, encontrando sempre as justificativas neste passado-presente, tipo: ‘-Veja o que o homem já fez!’. Idolatra-o a ponto de reivindicar seu busto na pracinha. Chama a torcida de corneteiros. Traz bicho de pelúcia para a mulher e dá broche de ametista para a amante. Conta suas viagens e vantagens, usa relógio caro e chama as outras de rainha, pegando-as desarmadas. Toca o coração de MC, tal qual seus partidários petragliófilos.

O segundo: este é o atleticano anti-Petraglia, o que vem do bar. Apaixonado pelo Atlético, desconhece MC. Racional, não convidaria MC nem para a missa do casamento. Atribui às travessuras do dirigente e sua thurma todos os erros referentes à venda de craques, desclassificações, sumiço de $, contratações de Bambu e Zulu, tipo:’-Ei, Petraglia, vai tomar no @!’. Execra-o a ponto de querer crucifica-lo pendurado na pracinha. Chama a diretoria de falacianos e de donos do Atlético. Bebe, mas bebe tanto que chega a indagar os passados, cheirar a comida e vasculhar gavetas, chamando as outras de perdidas se as pega desarmadas. Arranha o coração de MC, tal qual seus correligionários oposicionistas.

O terceiro: este é o atleticano ponderado, o que vem da vida. Ama o Furacão, Petraglia não passa de um homem, outrora importante. Equilibrado, só casará uma vez, depois que morar um tempo junto e sem muitos convidados. Relaciona a má fase a um conjunto de várias circuntâncias, tipo: ‘-Ai, como era grande.’ Não julga ou condena ninguém. Não traz nada, pergunta pouco e guarda seu nome, mas as outras entendem o que ele quer, pois sabe com quem se deitar e como as chamar. Sorrateiro, instala-se antes do não. O coração de MC é do Petraglia.

Não fossem estas variantes humanas, que seria de Teresinha? Qual experiência teria na vida? Não sofreria, mas também não regozijaria.

Teresinha quer água. Quer comida, diversão e arte. Quer bebida, diversão, balé. Quer a vida como a vida quer.

Por isto não se pode falar em ser ‘mais’ ou ‘menos’ atleticano. Todos o são, dentro de cada realidade peculiar. Não existem aqueles que são mais atleticanos que os outros por estarem otimistas ou pessimistas. Cada um o é à sua maneira. Não deixa de ser se não vai ao estádio nem é mais porque vai. A mesma coisa vale para a condição de ‘sócio’ ou não sócio. E ainda para o fato de se sentar na Getúlio, Buenos Aires, Madre Maria, curvas, no banco da pracinha ou no sofá de casa, pacoteiro, camaroteiro ou ouvinte de radinho: não há um biotipo de verdadeiro atleticano, há sim genótipo. É um princípio e não uma norma que se extraia de uma regra. Ser atleticano é ser muita coisa que foge aos nossos humildes sentidos, não cabe na língua portuguesa, é por vezes incompreensível, mas é. E é muito mais do que alguém possa definir, com certeza.

Só que Teresinha não quer só comer. Ela quer comer e fazer amor. Quer prazer pra aliviar a dor.

Teresinha amou os três atleticanos. Teresinha quer dinheiro e felicidade.

Teresinha é o elo perdido. Todos os três atleticanos amaram Teresinha. No calor dos braços dela. Cada um do seu jeito.

Teresinha é um tesão. E Teresinha quer time. Quer títulos e repete:

‘-Quero inteiro e não pela metade.’



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