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12 abr 2008 - 11h38

Coitadinhas das Rádios

Coitadinhas das rádios. Me dá um peninha.

Ora senhores, primeiro que as rádios são todas concessões do estado, pelas quais seus proprietários não pagaram um tostão.

A maioria, se não a totalidade, estão nas mãos de políticos ou igrejas evangélicas, os quais as usam para seu proselitismo político ou religioso.

As tais equipes esportivas são também na maioria das vezes formadas por grupos de pessoas que se organizam e pagam às rádios pelo horário utilizados. Para conseguirem lucros, vendem cotas de patrocínios a empresas.

Este é o “modus operandi” dos tais baluartes do esporte nacional. Tudo é um negócio.

Então, quando ouço falar que a “liberdade de imprensa” está em jogo, tenho acesso de riso. Na minha modesta opinião tem que pagar mesmo. E caro. Talvez assim cuidem mais de suas equipes, livrando-se de verdadeiros mentecaptos que desandam a falar besteiras nos microfones e nos pobres ouvidos dos desavisados ouvintes, que na sua ingenuidade ou falta de senso crítico aceitam tudo de bom grado.

Eu, já desisti de ouvir transmissões pelo rádio de qualquer coisa, principalmente futebol. Os narradores passam a maior parte do tempo fazendo publicidade de produtos duvidosos, ou então falando abobrinhas que não tem nada com o jogo que acontece à sua frente. Não poucas vezes narram com atraso as jogadas, inclusive gols. Já cansei de ouvir o grito de gol da torcida e só depois é que o narrador simula a narração como se tudo estivesse acontecendo naquele momento.

Ontem excepcionalmente, só para ouvir a gritaria, sintonizei uma rádio AM no seu principal programa esportivo.

Durante a transmissão, uma ouvinte perguntou a um dos gênios de plantão se eles aceitariam inserir algum tipo de publicidade gratuita. O cara respondeu citando Fernanda Montenegro, “que não poderia conceder gratuitamente a única forma que tem de conseguir o seu pãozinho”. Como se a imagem não fosse à razão da sobrevivência dos clubes também.

Depois um “editorial” melodramático proclamava o extraordinário papel da radio em seu papel de divulgar a cultura e a informação. Mil elogios derramados sobre eles próprios e sua “extraordinária equipe”.

Em seguida tentaram utilizar os presidentes dos outros clubes da capital para indispor os ouvintes contra o Atlético. O presidente do Coritiba, espertamente, saiu pela tangente deixando o entrevistador com pulga atrás da orelha, pois ficou mais ou menos explicito que a idéia não desagradava a ele e ao seu clube. Já o senhor presidente do Paraná, como sempre, aproveitou para dar umas alfinetadas no Atlético e jurou de pés juntos que jamais o Paraná faria uma coisa destas. Por estas e por outras é que continuarão sempre sendo um clubinho.

Quanto ao fato da Lei Pelé se referir somente à palavra imagem, é questão apenas de um raciocínio simples. Quando os jogos são narrados, os locutores descrevem o que? A paisagem das arquibancadas? A fisionomia dos torcedores? Descrevem a imagem, meus senhores, só a imagem.

Finalmente, mas não menos importante, nossos queridíssimos parceiros atleticanos que reclamam indignados contra o que eles chamam de absurdo. Sejam mais atleticanos e menos massa de manobra destas “heróicas equipes esportivas”.

Se tais equipes ganham dinheiro com o Atlético, por que o Atlético não pode ganhar dinheiro com eles?

Obs: Tenho cá para mim, que o Atlético é apenas a ponta do iceberg. Podem se preparar senhores radialistas, que vem chumbo por aí. O Clube dos 13 já deve estar discutindo este assunto faz tempo. Vai sobreviver quem tiver competência para captar patrocínio e inteligência para fazer uma transmissão de qualidade.



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