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13 abr 2008 - 11h08

A primeira vez

‘-Doeu, ai como doeu!’
‘-Mas tu não sabias, ó ingênua garota arretada?’
‘-É que me pegou de surpresa, e eu não soube o que dizer, aí…foi!’
‘-Mas no final valeu, hem, safadinha?’
É isso aí. Dói mesmo. Toda primeira vez é assim.

Descendo do patamar das analogias, confesso que, depois dessa ‘virada radiofônica’, ainda não compreendi qual é a dos irmãos (Metraglias), mas pretendo dentro em breve. Agora é muito cedo para se avaliar resultados sobre algo que ainda não aconteceu: tudo por enquanto e enfim, é mera especulação.

Formular hipóteses, adentrar o plano do ‘se’, o mundo das idéias, parece coisa do discípulo de Sócrates. E além do mais é tão fácil ‘achar’ que vai ser assim ou assado, prever o futuro próximo tipo Mãe Dinah: prato cheio para os teleologistas, aqueles que só pensam nos resultados (desconsiderando tudo aquilo que se refere ao ‘caminho’), querendo ‘estar lá’ mesmo sem saber como chegar; baseados na sua profética sabedoria, que nada acrescenta ou nada cria, só folia, cospem:
‘-Eu? Eu sei no que vai dar isso!’

E como se chegar a qualquer objetivo sem traçar e percorrer um caminho: impossível. Há de se perceber outras coisas ao redor e não apenas o fato da ‘cobrança pela transmissão da difusão dos direitos de arena’. Este, é apenas um obstáculo: tentemos analisar sua grandeza.

Em primeiro lugar, pode ser grande no sentido de ser ultrapassado (questão objetiva). Num outro sentido, deparamo-nos com a grandeza na sua acepção axiológica, conceitual (subjetiva). Naquela, basta apenas aguçarmos nossos limitados sentidos e medir o tamanho das coisas, concluindo imediatamente = mamão com açúcar. Nesta, o esforço é proporcional ao seu intento, exigindo uma certa perspicácia, a refletir de forma mediata = costela fogo de chão.

O Atlético já está na estrada e há muito: sozinho, na vanguarda e acima da inveja de outrem. Uns ignoram aonde chegamos, fingindo não lembrar como era ontem. Outros reconhecem. Isto é uma coisa.

Outra coisa é pensar sobre esta decisão: o veto condicionado ao pagamento. Esqueçam das causas, posto que elas já são passado: ‘alea jacta est’. O importante são seus efeitos subseqüentes, o amanhã e depois, não o hoje muito menos o futuro.

Eles não são idiotas. Nem fanáticos fundamentalistas. Tãopouco suicidas.

Segundo lugar: eles não podem parar por aqui (no meio do caminho). Inovaram, continuam a inovar e novamente causaram o espanto filosófico, provocando mais mudanças. Porque ainda precisa fazer muita coisa, para isso não adianta só trocar de casca feito cobra.

A propósito: alguém aí consegue acompanhar um jogo do Atlético no campeonato brasileiro por uma rádio que transmite ao mesmo tempo 3 partidas? E as propagandas nos escanteios? Quantas vezes eles narram o lance depois de ele ter acontecido? E quando após o término da nossa partida, entra outro jogo e não podemos ouvir as entrevistas dos bastidores nem comentários? E a raiva que dá quando falam ‘cruzou no capricho’ e a bola nem aparece no vídeo?

Rádio para mim, durante a partida, só serve pra saber quanto está o placar e olha que isso também é muito difícil. Porque no meio tem aquele material de construção, ou aquela farmácia da hora, ou então as telhas fabulosas ou ainda as lojas que tem tudo para o seu lar.

Atenção: quem disse que não vai aparecer um (ou mais) patrocinador(es) inteligente (s) e banque(m) a proposta do CAP, obtendo assim exclusividade de propaganda durante a transmissão? Se a farmácia da esquina não quiser (ou não puder), que venha um laboratório farmacêutico, pode ser multinacional mesmo, pagando não tem problema. O mercadinho dançou? Chamem a rede de alimentos. Se as telhas e os materiais se forem, falem com o Antônio Ermírio.

E quem disse que o rádio não terá a chance de dar um salto de qualidade, porque as empresas que assumirem não vão admitir mais as verborragias dos Tapir Gomes da vida, nem dos Airton Cobreiro ou do Fanchonello: a informação tenderá a ser menos parcial, mais qualificada e não ficará limitada à repetição do que todo mundo viu (não é, pastor Müller?).

Porém necessita-se também compreender os empregados atuais das rádios, que tem medo de perder seu emprego: é preciso tranformação. Mas é um novo segmento de mercado que está surgindo e duvido que os veadinhos do Morumbi não sigam nossa ideía, se ela der certo.

Os caras da nossa Diretoria tem carta na manga, isto é minha única certeza de momento: e é coisa braba mesmo, pelo jeito vai ser de arrasar, tipo Katrina.

Sei lá, ainda é muito cedo para ser contra e não é tarde para ser a favor. Temos que aguardar no regato até que nos tragam frutos.

‘-Mamãe, dá camisinha pra moça e manda ela se cuidar!’

E a moça repetiu a dose. Veio a segunda, a terceira, até perder a conta. Hoje nem dói mais, pelo contrário, não aguenta de tanta cócega.

Só no regozijo. Nada como o tempo para ensinar sobre as coisas que ainda não conseguimos aprender.



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