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4 maio 2008 - 22h18

De mão beijada

Acabei de chegar da Arena. Saí ao apito final. Revoltado porque perdemos o título pra coxarada. Perder pra eles, realmente nunca me fez bem. Perder na Arena nunca está no programa, no meu programa de atleticano.

Não me conformo de ter perdido o título da forma como perdemos. Demos o título de mão beijada pra coxarada por erros e vacilos num jogo fácil.

Não falarei do campeonato em si, mas a partida que decidiu o título. O time de que veio a campo, realmente me surpreendeu, pois não acreditava que pudesse vir Marcelo Ramos e Pedro Oldoni no ataque rubro negro.

Não tínhamos o domínio da partida mas fizemos 1 x 0. O time se encorpou e passou a dominar o jogo até com uma certa facilidade, que nos fazia crer que seria dia de título.

O clima da Arena era positivo e a expectativa de título se via nos corredores, nos bares e lanchonetes na hora do intervalo. Com o jogo sob controle, voltamos para o período complementar sufocando o limitado time coxa e logo fomos fazendo 2 x 0 com Marcelo Ramos. A Arena explodiu e o título que parecia difícil estava ao alcance de nossas mãos, pois ainda faltava muito tempo e a coxarada acuada não tinha qualquer poder de reação.

Mas de repente, num lance fácil, muito fácil (eu estava atrás do gol) o Vinícius e o Danilo vacilou e bisonhamente de forma infantil que não se pode admitir numa decisão, e deixaram aquele baixinho do time deles cabecear. Gol dos caras. Meu Deus, bastava o Vinícius ter saído decidido e gritado o tradicional “é minha” e com as mãos embolsar aquela bola fácil, fácil demais. Que nada, ficou esperando o Danilo, que ficou esperando o Vinícius e aí, gol da coxarada. Que vacilo gente! Mas logo na decisão?

Tudo bem, ainda faltavam 25 minutos, tempo suficiente pra fazermos mais um ou dois gols. O jogo era nosso e o time deles não é lá essas coisas. Mas aí minha gente, eu tenho que considerar. O Ney Franco, (que por vezes elogiei por conseguir montar um time) que me desculpe, errou de uma forma decisiva. Apavorou-se e resolveu fazer duas substituições e com elas destruiu completamente o time que vinha encorpado dominando a partida. Fez alterações na estrutura do meio campo, retirando justamente quem vinha comando a meiúca, no caso o Valencia e Netinho. Colocou no lugar deles os jovens, muito jovens Pimba e Rogerinho. O time acabou-se, já aos 20 minutos do segundo tempo. Não tivemos mais nenhuma jogada que levasse perigo ao inseguro goleiro deles. E quando veio o Piauí com aquele cabelo amarelo, aí desisti.

O time que dominava a partida tranqüilamente, foi totalmente dominado pelo limitado time deles. Não acertamos mais nada e não demos sequer um chute a gol no restante dos 25 minutos pós gol deles.

Não sou o técnico e nem estrategista, mas acho que a substituição lógica era tirar o Pedro Oldoni e colocar o Rogerinho ou o Wallyson ou sei lá quem mais estava no banco. Não poderíamos ter perdido a estrutura do meio campo com jogadores que vinham atuando bem e no clima do jogo. Se Ney pretendia incendiar a partida com Rogerinho e Pimba, jamais poderia ter tirado os jogadores da meia cancha, que se já não é um primor vinha dando conta do recado no jogo de hoje.

Não vou ficar culpando o Vinicius, que falhou bisonhamente, mas ele precisa saber que é nas horas difíceis que você tem que mostrar seu valor. Precisava estar determinado. Dirão que depois fez grandes defesas. Fez, mas aquela mais fácil e na decisão aceitou. Como podem vacilar numa hora daquelas?

Enfim já foi. Perdemos a decisão na Arena. Dizer que jogamos bem não resolve. O que resolve é o título. E o título perdemos hoje, mas não foi só hoje. É hora de se fazerem avaliações e não de explicações.

Hoje, me desculpem o titulo que era difícil, aos 13 minutos do 2º tempo ficou em nossas mãos. Bastava um golpe de misericórdia na coxarada. A falha grotesca e infantil de Danilo e Vinícius colocou os caras no jogo. Mas aí era hora da tranqüilidade. E hoje, Ney, na hora da substituição, ela faltou.



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